Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de setembro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu nessa quinta-feira (10) colegas da Corte para reuniões individuais. Os encontros ocorrem após o cancelamento da sessão plenária da tarde e antes do julgamento da próxima terça-feira (15), que vai tratar do relatório da Polícia Federal (PF) que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens.
O próprio Moraes está na lista de ministros com os quais Fachin se encontrou durante a tarde. André Mendonça, que determinou que a PF fizesse o relatório que agora vai o julgamento, também esteve no gabinete da Presidência. Outro ministro que esteve com Fachin foi o ex-relator da Operação Compliance Zero, ministro Dias Toffoli, bem como Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin.
Fachin também conversou com a ministra Cármen Lúcia na noite dessa quinta. A reunião foi no gabinete da ministra.
Além de integrantes da Corte, Fachin também recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O encontro com o chefe do Ministério Público Federal foi registrado de última hora na agenda pública do presidente do STF.
Gonet, assim como Mendonça, Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem até segunda-feira para apresentarem suas manifestações sobre o relatório submetido ao crivo do plenário do Supremo.
Os encontros ocorrem no horário que normalmente é tomado pela sessão plenária do STF. A reunião do pleno do Supremo desta tarde, no entanto, foi cancelada após Moraes anunciar um pronunciamento público, pela manhã, mas depois adiar o informe.
Também não houve sessão plenária nesta quarta, depois que o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei que havia sido determinado por Mendonça.
No final da tarde de quarta (9), Fachin assinou um pacote de decisões para tentar arrefecer a crise instalada no STF. Uma das principais determinações do ministro foi o agendamento da sessão extraordinária, na próxima terça, para que o plenário do STF analise o relatório elaborado por ordem de Mendonça que lança suspeitas sobre Moraes.
Já os relatórios de inteligência da PF que foram usados por Moraes para atribuir suposta “parcialidade” e crime de responsabilidade ao relator da Operação Compliance Zero ainda não tem data para serem levados a plenário. Fachin indicou que deve decidir sobre essa parte do imbróglio após Mendonça apresentar as informações requisitadas pela Presidência. O prazo para isso termina no dia 21. (Com informações do jornal O Globo)