Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Proposta coloca um ponto final na ideia de criar o banco do Sebrae, que enfrentou resistência entre economistas do PT

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai lançar em junho uma nova linha de crédito para pequenos empreendedores com recursos do Sebrae. Serão R$ 600 milhões de funding da entidade do Sistema S que, segundo estimativas do banco, poderão se converter em até R$ 5 bilhões em empréstimos.

As regras da nova linha se espelham no Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), criado no governo Bolsonaro e renovado sob Lula. Nesta linha, 80% do risco de inadimplência é bancado por um fundo gerido pelo BNDES. Na nova linha, o dinheiro do Sebrae terá o mesmo objetivo.

O porcentual da garantia ainda está sendo fechado. A proposta coloca um ponto final na ideia de criar o banco do Sebrae, que enfrentou resistência entre economistas do PT.

“Nesta parceria iremos desenvolver todo um processo e um conjunto de novas ações que já temos disponíveis e que precisamos do BNDES para que possamos alcançar os empresários na condução das empresas de forma sustentável”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Tanto para o BNDES quanto para o Sebrae será um novo momento. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirma que prevê um banco voltado para o atual momento da sociedade e para as suas necessidades atuais.

“Queremos dobrar o tamanho do BNDES nos próximos três anos, dobrar olhando coisas novas, para uma sociedade menos desigual, com uma economia verde, transformando a sociedade e diminuindo suas desigualdades”, destacou.

“Desenrola”

O programa do governo federal que visa renegociar dívidas de brasileiros endividados deve ser lançado até o mês de julho. É o que projeta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou na última sexta-feira (5) que o “Desenrola Brasil” – promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ainda não foi lançado por uma questão do “desenvolvimento do sistema operacional”.

Todas as empresas que aderirem ao programa Desenrola terão que dar algum desconto para os devedores. O fundo garantidor é R$ 10 bilhões para ajudar a renegociar R$ 50 bilhões de dívidas de 37 milhões de pessoas físicas, com dívidas bancárias e não bancárias. Os descontos serão maiores para quem recebe até dois salários mínimos.

“O dinheiro já está reservado, a lei já está redigida. O problema do (programa) Desenrola, é que eu dependo dos credores se entenderem sobre a plataforma onde o leilão vai acontecer. Porque não é todo credor que vai participar do Desenrola, é o credor que der o maior desconto para o devedor. Porque se o governo vai entrar com recurso público, eu tenho que garantir não que simplesmente o credor simplesmente receba, eu tenha que garantir que ele dê um desconto bom – até porque os juros que se cobra sobre atraso sobre pagamento no Brasil é uma coisa que inviabiliza qualquer família. E aí o governo garante o pagamento”, afirmou.

Fernando Haddad já sofreu uma reprimenda pública do presidente Lula por ainda não ter lançado o programa. No dia 10 de abril, durante agenda dos 100 dias de governo, o petista pediu ao ministro da Fazenda agilidade. Usando bom humor, Lula fez um trocadilho sobre o programa, que foi promessa de campanha, e pediu para Haddad “desenrolar”.

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