Sexta-feira, 08 de maio de 2026

Rajadas de vento chegam a quase 120 quilômetros por hora em Porto Alegre; ciclone-bomba provoca temporais no Estado

As fortes rajadas de vento que atingiram Porto Alegre e a Região Metropolitana no fim da noite de quinta-feira (7) chegaram a 117 quilômetros por hora na estação localizada no Clube Jangadeiros, na Zona Sul da Capital, de acordo com a Metsul Meteorologia.

Na Zona Norte, as rajadas chegaram a 78 quilômetros por hora no aeroporto Salgado Filho. Em Canoas, a Base Aérea registrou ventos de até 80 quilômetros por hora.

A ventania provocou quedas de árvores em Porto Alegre, causando bloqueios totais ou parciais nas vias Desembargador Vieira Pires, no bairro Rio Branco; Pasteur, em Ipanema; Santos Dumont, Floresta; Domênico Feoli, Mario Quintana; São Pedro, São Geraldo; e Franklin, Jardim Sabará.

A falta de energia elétrica também provocou o desligamento de semáforos, conforme a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação).

Rio Grande do Sul

Cerca de 40 municípios gaúchos reportaram danos à Defesa Civil Estadual em razão de temporais, segundo balanço divulgado nesta sexta. As tempestades foram causados pela chegada de uma frente fria, que derrubou as temperaturas no Rio Grande do Sul após o calor dos últimos dias.

Segundo dados divulgados pela Defesa Civil, as rajadas chegaram, nesta sexta, a 92,9 quilômetros por hora em São José dos Ausentes, a 83,2 quilômetros por hora em Bento Gonçalves e a 88,9 quilômetros por hora em São Francisco de Paula.

Ciclone-bomba

Um ciclone-bomba se formou no Atlântico Sul, na costa da Argentina, trazendo mais vento para o Estado nesta sexta e durante o fim de semana, com o ingresso de uma massa de ar frio, informou a MetSul Meteorologia.

Um ciclone bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica de forma muito rápida e intensa. “Para ser classificado desta forma, a pressão atmosférica em seu centro precisa cair ao menos 24 hectopascais (hPa) em 24 horas, processo chamado de ciclogênese explosiva pelos meteorologistas. Esse tipo de ciclone se forma normalmente sobre o oceano, em áreas onde massas de ar frio encontram ar mais quente e úmido. O contraste de temperatura fornece grande quantidade de energia para o sistema, favorecendo uma rápida intensificação dos ventos e da instabilidade atmosférica”, informou a Metsul Meteorologia.

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