Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de agosto de 2026

Ser médico é viver em constante entrega. É vigiar sinais vitais, enfrentar noites de plantão e carregar nos ombros a responsabilidade de salvar vidas. Ser dirigente de uma entidade como o CREMERS – Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul – é multiplicar ainda mais essa missão. Mas ser pai, nesse contexto, é descobrir que o maior remédio está nos abraços, nos sorrisos e nas pequenas conquistas dos filhos. Neste Dia dos Pais, o presidente Dr. Régis Angnes e o vice-presidente Dr. Eduardo Neubarth Trindade mostram que a medicina e a paternidade se entrelaçam em um mesmo fio de amor e dedicação.
Dr. Régis Angnes: o coração que pulsa além dos plantões
Ao lado da esposa, a estilista Cristiane Capoani, Régis é pai de Helena (4 anos) e Fernando (1 ano e 7 meses). Entre decisões estratégicas e noites de trabalho, ele descobre que o verdadeiro equilíbrio está em casa. “Cada sorriso dos meus filhos é combustível para enfrentar os desafios da medicina e da gestão”, costuma dizer. Para Régis, ser pai é transformar o cansaço em ternura e o dever em afeto, é aprender que o tempo pode ser curto, mas o amor é infinito.
Dr. Eduardo Neubarth Trindade: o olhar que cuida da filha e da medicina
Vice-presidente do CREMERS, Eduardo divide a vida com a esposa, a dermatologista Caroline Paim, e a filha Maria Eduarda (2 anos e 6 meses). Ele sabe que a rotina de plantões exige disciplina, mas também ternura. “A medicina nos ensina a cuidar da vida. Ser pai amplia esse aprendizado: é sobre proteger, acompanhar e se emocionar com cada conquista da Maria Eduarda”, afirma. Para ele, cada gargalhada da filha é tão vital quanto um diagnóstico certeiro, cada abraço é tão essencial quanto um tratamento bem-sucedido.
O desafio da conciliação
Entre consultas, reuniões e decisões que impactam milhares de médicos e pacientes, Régis e Eduardo representam a realidade de tantos profissionais da saúde: conciliar a intensidade da medicina com a ternura da paternidade. Ser pai, para eles, é estar disponível para brincar, ouvir histórias e acompanhar os primeiros passos — mesmo depois de longas jornadas de trabalho. É trocar o jaleco pelo colo, o estetoscópio pelo brinquedo, o silêncio da madrugada pelo riso dos filhos.
O valor da presença
No CREMERS, ambos defendem que a medicina é feita de responsabilidade e ética. Em casa, mostram que a paternidade é feita de presença e afeto. O equilíbrio entre esses papéis revela que ser pai não é apenas estar fisicamente ao lado dos filhos, mas participar ativamente da construção de memórias e valores. É ensinar que o cuidado não se limita ao hospital, mas se estende ao lar, onde cada gesto é uma forma de amor.
Neste Dia dos Pais, a homenagem se estende a todos os médicos que, como Régis Angnes e Eduardo Trindade, enfrentam plantões e desafios institucionais sem abrir mão do papel mais importante: o de ser pai. Porque, no fim das contas, a medicina salva vidas, mas é na família que se encontra o verdadeiro sentido da existência. Ser pai é ser médico da alma dos filhos, é curar com abraços, é salvar com presença. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)