Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de agosto de 2026
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disputará a Presidência da República em uma chapa exclusivamente formada pelo Novo. A candidatura foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, que confirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente. Sem conseguir formar uma coligação com outras siglas, Zema terá um dos menores tempos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão entre os principais concorrentes ao Palácio do Planalto.
A definição da chapa encerrou semanas de negociações conduzidas pelo Novo em busca de alianças para ampliar sua estrutura eleitoral. O partido manteve conversas com legendas como o Podemos e chegou a discutir diferentes cenários para a composição da vice-presidência, incluindo nomes de fora da sigla. As tratativas, porém, não avançaram.
Com isso, a direção do Novo optou por uma chapa “pura”, indicando Eduardo Girão, que está em seu primeiro mandato como senador pelo Ceará e integra a legenda desde 2023. Girão aceitou o convite para compor a candidatura presidencial após o fracasso das negociações por uma aliança mais ampla.
A ausência de coligações terá impacto direto na campanha. Pela legislação eleitoral, o tempo destinado à propaganda gratuita no rádio e na televisão é distribuído principalmente de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados. Como o Novo possui uma representação reduzida, Zema contará com um espaço significativamente menor do que adversários apoiados por grandes legendas.
Além do tempo de propaganda, a falta de alianças também limita a estrutura política da campanha nos estados e reduz o acesso a redes partidárias que costumam fortalecer candidaturas nacionais durante o período eleitoral.
Ainda assim, integrantes da campanha avaliam que a menor exposição na televisão poderá ser compensada por uma atuação mais intensa nas redes sociais, entrevistas e agendas pelo país. A estratégia também aposta na imagem de Zema como gestor e na identificação do eleitorado de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a convenção, Zema voltou a defender a redução do tamanho do Estado, o controle dos gastos públicos e reformas econômicas. O ex-governador também fez críticas ao governo federal e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao atual modelo de gestão.
Eduardo Girão, por sua vez, destacou que a campanha buscará defender pautas ligadas ao combate à corrupção, responsabilidade fiscal e fortalecimento das liberdades individuais. O senador afirmou que aceitou integrar a chapa por considerar que o país precisa de uma alternativa ao atual governo.