Sexta-feira, 01 de julho de 2022

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Saiba como está a disputa partidária entre os governadores de Rio Grande do Sul e São Paulo pela candidatura à Presidência da República

O governador gaúcho Eduardo Leite e seu colega paulista João Doria, junto com os aliados de cada um dentro do PSDB, continuam atuando nos bastidores do partido para angariar apoios aos seus respectivos planos de concorrer à Presidência da República na eleição de 2022. As prévias devem ser realizadas no mês que vem.

Dentre os focos da movimentação está a busca por vozes discordantes nos Estados onde os diretórios tucanos já anunciaram publicamente quem apoiarão. Ambos têm feito visitas estratégicas com esse objetivo – Leite deu uma pausa nesta semana, por conta da viagem oficial à Espanha e Europa, no âmbito do cargo que ocupa.

E a quantidade de dissidências mostra que o apoio do diretório estadual não garante que todos os filiados e detentores de mandato votarão da mesma forma, o que embaralha ainda mais a disputa.

Doria esteve em Minas Gerais no último fim de semana. O diretório local, que tem forte influência do deputado federal e ex-candidato presidencial Aécio Neves, anunciou adesão ao gaúcho. Mas o governador paulista obteve declaração de voto do deputado federal Domingos Sávio, primeiro vice-presidente nacional da legenda.

Em São Paulo, o diretório estadual do PSDB é comandado por Marcos Vinholi, secretário de Desenvolvimento Econômico, que fechou apoio a Doria. Este conta que prefeitos locais se comprometeram a apoiá-lo, entretanto apenas um deles apareceu nos eventos realizados no fim de semana passado.

Mas o gaúcho conseguiu alguns votos na região. No dia 25 de setembro, ele esteve em São José dos Campos (SP) e recebeu elogios do prefeito tucano Felicio Ramuth, que ainda não definiu a sua posição. Foi também em uma viagem a São Paulo que Leite conseguiu o apoio do líder do PSDB na Câmara de Vereadores paulistana, Xexéu Trípoli.

Leite ainda conquistou o voto do prefeito de Santo André, Paulo Serra, e dos ex-presidente do partido em São Paulo Pedro Tobias e Antonio Carlos Pannunzio. Os dois últimos são próximos do ex-governador Geraldo Alckmin, que se tornou adversário de Doria e deve trocar de partido para disputar o governo.

Outra estratégia é buscar grandes diretórios municipais. Apesar de o de Florianópolis (SC) aderia a Eduardo Leite, o governador de São Paulo anunciou ter conquistado o apoio do diretório de Joinville, maior município do Estado, além da adesão do ex-senador Paulo Bauer. A equipe de Doria já identificou dissidências também no Amapá.

Doria teve uma vantagem inicial por comandar o maior Estado brasileiro, onde está a maior parte dos filiados ao PSDB, um dos quatro grupos do colégio eleitoral tucano. Além de São Paulo, ele ganhou o apoio formal de outros quatro estados: Pará, Distrito Federal, Acre e Tocantins.

Por outro lado, Leite já obteve o apoio de oito diretórios estaduais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas, Bahia, Alagoas, Ceará e Amapá. Os demais ainda não se posicionaram. Por outro lado, seu adversário na corrida passou a contar com a adesão da ex-governadora gaúcha Yeda Crusius.

Vale lembrar, ainda, que o terceiro nome inscrito nas prévias, o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio afirmou ontem que não pretende abandonar a disputa, como fez o senador Tasso Jeireissati (CE), em apoio a Liete. Virgílio disse ainda que quem perder deve ficar no partido e ajudar na campanha.

Nesta semana, Doria admitiu à revista “Veja”, que, para unir a terceira via, aceitaria desistir da candidatura à Presidência em favor dos ex-ministros Sergio Moro (Justiça) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), com quem se reuniu na semana passada, mesmo que venha a ser escolhido nas prévias do PSDB:

“Asima de tudo, sou um patriota e não estou na política por um projeto pessoal. Se ficarmos divididos, não haverá terceira via. Será Lula ou Bolsonaro, o que significaria um desastre. Se tivermos mais um governo populista, o Brasil não vai resistir”.

Como funciona a escolha

Conforme as regras aprovadas pela executiva nacional do partido, os votantes das prévias tucanas serão divididos em quatro grupos. Cada qual terá participação de 25% na apuração final. Fazem parte da divisão:

– Grupo 1: filiados;

– Grupo 2: prefeitos e vices;

– Grupo 3: vereadores e deputados estaduais;

– Grupo 4: governadores e vices, senadores e deputados federais, além de presidente e ex-presidentes da executiva nacional.

(Marcello Campos)

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