Sexta-feira, 01 de maio de 2026

Saiba por que o lado oculto da Lua é tão diferente da face que vemos

Se você já observou o céu em noites de Lua Cheia, talvez tenha notado que as manchas e “desenhos” na superfície lunar parecem sempre os mesmos. Isso não é coincidência: nós, na Terra, vemos constantemente o mesmo lado da Lua. O fenômeno acontece por causa de uma sincronia perfeita entre dois movimentos do satélite natural.

A Lua leva cerca de 27 dias e meio para dar uma volta completa em torno da Terra, segundo a Nasa. Esse movimento é chamado de translação (ou revolução). No mesmo período, ela também realiza uma rotação, ou seja, gira sobre o próprio eixo. Como essas duas voltas demoram o mesmo tempo, o mesmo hemisfério lunar permanece voltado para nós. É como se a Lua estivesse “olhando” para a Terra o tempo todo, enquanto orbita ao seu redor.

Um exemplo simples ajuda a entender: imagine que você está andando em círculo ao redor de uma pessoa, sem desviar o olhar dela. Embora você se mova, quem está no centro verá sempre o mesmo lado do seu rosto. É o que acontece entre a Terra e a Lua.

As fases da Lua e a luz do Sol

Mas se vemos sempre o mesmo lado, por que a aparência da Lua muda ao longo do mês? A resposta está na iluminação solar. O Sol ilumina constantemente metade da Lua, assim como faz com a Terra. No entanto, conforme a Lua se move em sua órbita, a porção iluminada que conseguimos enxergar varia.

Quando a Lua está entre a Terra e o Sol, a parte iluminada fica voltada para o Sol, e o lado escuro fica para nós: é a Lua Nova. Já quando a Terra está entre o Sol e a Lua, vemos totalmente a face iluminada: é a Lua Cheia. Nas posições intermediárias, enxergamos apenas uma fração da parte iluminada, dando origem às fases crescente e minguante.

O que é o “lado oculto da Lua”?

A área “escura” da Lua recebe esse nome por não ser visível da Terra. Ela já foi mapeada em voos ao redor do satélite, e, em 2019, uma sonda chinesa pousou nessa porção da Lua, sem, no entanto, decolar e retornar à Terra.

Sabe-se que o lado oculto da Lua tem uma crosta grossa e com mais crateras que a parte visível do satélite. Há também uma menor quantidade de mares lunares, como são conhecidos as planícies formadas pelo impacto de meteoritos na superfície.

Em 2024, a sonda lunar chinesa Chang’e-6 conseguiu pousar na face oculta da Lua para recolher amostras. A sonda pousou na imensa Bacia Aitken, uma das maiores crateras de impacto conhecidas no Sistema Solar, de onde retornou após 53 dias de missão, com as primeiras amostras do lado oculto da Lua.

O dispositivo utilizou dois métodos de coleta: uma broca para extrair amostras abaixo da superfície e um braço robótico para retirar mais material, desta vez na superfície. Também fez fotografias da superfície lunar e fincou uma bandeira da China no lado oculto do satélite.

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