Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de julho de 2026
O partido Unidade Popular (UP) oficializou neste domingo (26) a candidatura de Samara Martins à Presidência da República. Samara é dentista no SUS (Sistema Único de Saúde) e disputou a eleição presidencial de 2022 como vice de Léo Péricles, presidente nacional do partido. Para este ano, o partido anunciou uma chapa 100% feminina. Como vice de Samara, a UP anunciou a guarda-portuária Raquel Brício, do Pará.
A convenção foi realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. Além de filiados, estiveram presentes 13 candidatos a governos estaduais pelo partido, dos quais 11 são mulheres. A candidata defendeu como prioridades de um eventual governo a reestatização de empresas privatizadas, a ampliação da contratação direta pelo poder público e a revisão do destino dos recursos do orçamento federal. Segundo ela, a proposta inclui “a nacionalização de todas as riquezas estratégicas do nosso país”.
Samara também afirmou que pretende realizar uma auditoria da dívida pública e suspender pagamentos para ampliar investimentos sociais. “Uma das medidas que a gente considera fundamental é que o orçamento seja destinado a essas questões sociais, em que o povo trabalhador esteja no centro”, disse.
Questionada sobre a viabilidade eleitoral da candidatura de um partido de menor expressão nacional, a candidata criticou o que chamou de desigualdade de acesso aos meios de divulgação e afirmou que a estratégia da campanha será baseada principalmente na atuação da militância em comunidades, escolas, universidades e locais de trabalho.
“É com a militância, com os filiados da Unidade Popular, que a gente construiu o partido até agora. É nessa luta de rua, olho no olho, conversando com as pessoas, que a gente quer disputar e ultrapassar essa barreira.”
A respeito da chapa presidencial composta por duas mulheres — o partido também lança 12 candidatas a governos estaduais, em 17 candidaturas –, Samara afirmou que a representação feminina é necessária para enfrentar problemas como o feminicídio e a desigualdade de gênero.
A candidata defendeu a criminalização da misoginia, a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos de ódio contra mulheres e a adoção de educação de gênero nas escolas.
Samara também disse apoiar mecanismos para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras nos espaços de poder. “É necessário a gente forçar por lei que seja feita essa inversão”, afirmou, acrescentando que a medida deveria alcançar inclusive o Congresso Nacional. (Com informações do portal g1)