Sábado, 29 de agosto de 2026

Segurança privada já atua 24 horas por dia no Viaduto da Borges, em Porto Alegre

Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, o Viaduto da avenida Borges de Medeiros já conta com vigilância patrimonial privada com equipe de segurança presente 24 dias por dia. O objetivo é reforçar a segurança no local, cuja movimentação de pessoas tem se intensificado também à noite, devido à abertura progressiva das novas operações comerciais ao longo da estrutura desde sua revitalização.

O serviço era realizado anteriormente por uma equipe fixa da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Agora, a empresa Lince – contratada pela prefeitura por um ano – mantém 12 vigilantes, distribuídos em seis faixas de horário e sem uso de armas-de-fogo.

Eles cobrem todo o trecho entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, tanto abaixo quando acima do viaduto (incluindo o segmento na rua Duque de Caxias). Também contam com sala cedida em umas das lojas pelo consórcio Confia no Centro, selecionado para explorar o uso dos espaços comerciais por meio de permissionários.

Dentre as atribuições dos seguranças estão a orientação ao público e a realização de rondas frequentes. O objetivo é prevenir furtos, arrombamentos, pichações e outros atos de depredação do patrimônio público.

Histórico

A construção do Viaduto Otávio Rocha começou em 1928, com desapropriações e terraplanagem da área onde hoje está a avenida Borges de Medeiros. O contrato foi firmado, na época, com a companhia alemã Dyckerhoff & Widmann, que concluiu os trabalhos em 1932.

Tombado pelo município em 1988, o viaduto passou por intervenções em 1997 e entre 2000 e 2001. Desde então, enfrentava problemas de degradação que motivaram a prefeitura a deflagrar o plano de restauro.

O projeto executado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) contemplou melhorias nas instalações elétrica, hidrossanitária e pluvial, impermeabilização de paredes e escadarias, recuperação de revestimentos e tratamento antipichação.

Também foram restaurados elementos originais, como escadas, soleiras, calçadas, postes de iluminação, ladrilhos e esquadrias de ferro e madeira, bem como as áreas internas das 31 lojas ao longo da extensão do viaduto. Outros beneficiamentos são o novo paisagismo, acessibilidade ampliada e iluminação cênica com sistema LED.

Com duas calçadas contínuas – cada qual passando sob duas escadarias – entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, o viaduto tem ainda em seu topo um segmento superior que coincide com curto trecho da Duque de Caxias. No meio do caminho há dois acessos verticais, com degraus, ligando a parte de baixo à de cima.

Estes últimos estavam interditados há vários anos, mas voltam a ser utilizáveis pela população. Para isso, receberam estruturas de alumínio, fechamento em vidro e cobertura de policarbonato. A obra teve início em dezembro de 2022, com prazo inicial de 18 meses. Intercorrências estruturais e os impactos da enchente de 2024 provocaram a prorrogação do cronograma.

A recuperação estrutural e estética do viaduto foi concluída em abril deste ano, após mais de três anos de trabalho e investimento total de quase R$ 19 milhões.

(Marcello Campos)

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