Sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Senador pede para Polícia Federal dizer se localização de Lulinha é conhecida

O senador Carlos Viana (PSD-MG) enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal nesta sexta-feira (21) para solicitar informações sobre a localização de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lulinha é alvo de três inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência.

No documento, Viana afirma que Fábio Luís transferiu recentemente o endereço comercial da empresa Synapta SL, da qual é controlador, para uma área empresarial de Madri, na Espanha.

O senador ressalta que a mudança, por si só, não significa uma tentativa de fuga.

Segundo ele, porém, diante das investigações em andamento, é pertinente esclarecer se as autoridades brasileiras conhecem oficialmente o paradeiro de Lulinha e dispõem dos instrumentos necessários para realizar eventuais diligências do processo investigativo.

O pedido encaminhado à PF questiona se a localização atual de Lulinha é conhecida pelas autoridades responsáveis pelas investigações e se ele está regularmente acessível para eventual intimação, depoimento ou outra medida investigativa.

Viana também pergunta se há registro de residência, domicílio ou permanência habitual de Lulinha no exterior e se existe necessidade de acionar mecanismos de cooperação policial internacional para assegurar sua localização, comunicação formal ou participação em atos investigativos.

“O presente pedido busca apenas obter informações institucionais passíveis de divulgação sobre a disponibilidade do investigado para os atos procedimentais e sobre eventual necessidade de cooperação policial internacional”, afirmou o senador.

De acordo com o senador, ele busca “prevenção e responsabilidade”.

“Uma investigação desse tamanho não pode descobrir onde está um de seus principais personagens somente no dia em que precisar ouvi-lo”, afirmou.

O inquérito que envolve Lulinha apura a suspeita de que um grupo formado por ele e mais dois empresários teria favorecido a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que atua com produtos medicinais à base de cannabis, junto ao Ministério da Saúde, facilitando contratos com o governo federal.

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