Terça-feira, 11 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 11 de agosto de 2026
Um tribunal da Síria condenou à revelia, nesta terça-feira (11), o ex-ditador deposto sírio Bashar al-Assad e seu irmão mais novo, Maher al-Assad, à pena de morte por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante os 14 anos de guerra civil no país, que deixaram cerca de 500 mil mortos.
Também foi condenado à morte no mesmo processo um dos primos maternos de Assad, chamado Atef Najib, por liderar a repressão na província de Daraa, no Sul do país, que levou ao levante e, posteriormente, à guerra civil.
Sob forte esquema de segurança, Najib permaneceu dentro de uma jaula, usando uniforme de presidiário, enquanto o juiz lia a sentença. Ex-general do Exército sírio, Najib não conseguiu fugir da Síria e se tornou um dos funcionários de mais alto escalão da ditadura a ser levado a julgamento.
Ainda não se sabe, no entanto, se a pena de morte contra Assad e seus familiares será cumprida. O ex-ditador e seu irmão Maher fugiram para a Rússia enquanto insurgentes entravam na capital Damasco, em dezembro de 2024, em uma investida-relâmpago que derrubou seu regime.
O novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu a extradição de Assad ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro bilateral em outubro de 2025. Contudo, o processo de extradição não avançou.
A expectativa é de que Putin mantenha sua posição. O governo russo é aliado do ex-ditador e vem o apoiando desde seu período no governo sírio.
Assad governou a Síria durante 24 anos, sendo que os 14 anos finais foram marcados por uma guerra civil sangrenta no país. Seu regime era acusado de conduzir assassinatos, prisões arbitrárias e torturas.