Terça-feira, 23 de julho de 2024

Situação do aeroporto Salgado Filho e alternativas para o aumento da malha aérea no RS são debatidas em audiência pública na OAB-RS

A OAB/RS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional gaúcha) realizou na segunda-feira (17) uma audiência pública para debater a situação atual do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, e propor alternativas urgentes para o aumento da malha aérea no Rio Grande do Sul.

O encontro ocorreu na sede da entidade, no Centro da Capital, e contou com a participação de diversas entidades, lideranças políticas e representantes da sociedade civil. Na abertura do evento, o presidente da Ordem gaúcha, Leonardo Lamachia, afirmou que o Estado vive um caos aeroportuário.

“A população do Estado, desde os trabalhadores até os empresários, está sofrendo os efeitos graves e profundos a partir da não apresentação de soluções e alternativas. Por isso, estamos aqui, para ouvir, questionar e debater um dos temas mais urgentes e relevantes para o início da retomada do nosso Rio Grande”, afirmou Lamachia.

Durante a audiência pública, foram tratadas alternativas como a necessidade de agilidade na retomada das operações em Porto Alegre; o aumento no número de voos diários na Base Aérea de Canoas; a necessidade e a viabilidade de novos aeroportos no Estado, em cidades como Pelotas, Canela, Vacaria e Torres; a internacionalização de aeroportos do Rio Grande do Sul; e o reequilíbrio financeiro do contrato da empresa Fraport, concessionária do Salgado Filho.

Foi debatida ainda a possibilidade de retomada de algumas atividades do aeroporto da Capital – independentemente da viabilidade da pista – para a pronta recuperação de parte dos empregos por ora perdidos.

Nesta terça-feira (18), a Fraport e o governo federal têm uma reunião para debater a situação atual do Salgado Filho. O aeroporto está fora de operação desde o dia 3 de maio, em razão da enchente, e ainda não tem uma data definida para a retomada das atividades.

O ministro extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, afirmou que a conectividade do Estado a partir do aeroporto Salgado Filho é uma prioridade para o governo.

“Todo o esforço do governo federal tem sido direcionado para a questão da retomada do aeroporto. Amanhã [terça], temos uma reunião importante com a direção mundial da Fraport para que a gente possa, a partir do diálogo, tomar as decisões necessárias com um cronograma claro do retorno das operações”, disse o ministro. Ele participou do evento por videoconferência.

Na sequência, Pimenta comentou sobre a avaliação e a análise das condições da pista do aeroporto. “Defendo que não precisamos ter um aeroporto idêntico ao que tínhamos para que possamos voltar a operar. Porém, precisamos ter uma resposta acerca da segurança da pista. A Fraport não consegue nos informar uma data para isso, pois ainda não finalizou as análises técnicas necessárias”, comentou.

O diretor da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil), Luiz Ricardo do Nascimento, disse que o órgão trabalha no assunto desde o início das inundações. “Concordo com o presidente Lamachia. Já se passou muito tempo desde a interrupção da operação do aeroporto, mas muito também já foi feito pelas autoridades. A Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos estão fazendo esforços para que se aumente a malha viária do Estado”, declarou.

O deputado estadual Frederico Antunes, presidente da Frente Parlamentar da Aviação Regional, disse que confia na empresa responsável pela concessão do aeroporto. “A expectativa é de que os testes que estão sendo feitos sejam apresentados nos próximos dias. Os resultados que teremos a partir desses testes vão indicar as condições de ter um cronograma mais preciso de retomada parcial”, disse.

Fraport

Por meio de carta que foi lida durante a audiência, a Fraport disse que está “envidando todos os máximos esforços para a célere retomada das operações aeroportuárias, ainda que, em um primeiro momento, possam se dar de forma reduzida, tendo como premissa básica a segurança das operações aéreas”.

Além disso, a empresa reiterou que “não tem intenção de devolver a concessão, pelo contrário, tem total interesse na continuidade do contrato e acredita no trabalho de seus empregados e na capacidade de recuperação do aeroporto”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Quase um quarto do território brasileiro pegou fogo nos últimos 40 anos
Brasil é o sexto pior colocado em ranking mundial de competitividade
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play