Sábado, 20 de junho de 2026

Startup cria 1ª pulseira que monitora mudanças hormonais de mulheres; entenda como funciona

Uma startup americana fundada por engenheiros ex-alunos da Universidade de Stanford, chamada Clair Health, lançou a primeira pulseira que detecta as mudanças nos níveis de hormônios femininos. Segundo a revista Forbes, a empresa recebeu uma rodada de investimento de US$ 11,6 milhões (cerca de R$ 60 milhões na cotação atual). Além disso, mais de 25 mil pessoas entraram na lista de espera antes do lançamento oficial previsto para novembro deste ano.

De acordo com informações da Clair Health, a pulseira detecta mais de 130 biomarcadores fisiológicos influenciados pelas mudanças hormonais, como temperatura do corpo e frequência cardíaca, e utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para “decodificar esse padrão combinado em informações hormonais contínuas”.

Com isso, consegue identificar variações nos níveis de estrogênio, progesterona, LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo-estimulante). O dispositivo também monitora outras variáveis, como sono, recuperação, atividade diária e métricas de desempenho. Por funcionar com o acompanhamento dos sinais fisiológicos em tempo real, a pulseira também funciona para mulheres que têm ciclos menstruais irregulares.

A primeira versão do software da pulseira, chamada de Clair 1.0, será lançada como um dispositivo de bem-estar geral, categoria que não exige autorização da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos.

Ainda assim, a empresa afirma que a pulseira foi “validada em comparação com testes hormonais domiciliares registrados pela FDA, tanto para estimativa contínua de hormônios quanto para classificação das fases do ciclo menstrual”.

“Nossa pesquisa foi apresentada na Conferência Nacional sobre Saúde da Mulher do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS), com revisão por pares, e estamos iniciando um ensaio clínico independente por meio da Iniciativa Stanford Gladstone BeeHive para validar nosso hardware comercial”, diz.

A empresa desenvolve a versão Clair 2.0, que deverá ser submetida à aprovação da FDA para que possa apresentar alegações de uso médico, incluindo a apresentação quantitativa dos níveis hormonais.

“As duas versões compartilharão o mesmo hardware, e todos os dispositivos Clair 1.0 receberão a atualização para a versão 2.0 remotamente (over the air), sem custo adicional, assim que a autorização regulatória for concedida”, promete a startup.

O produto será lançado a US$ 369 (cerca de R$ 1,9 mil, na cotação atual), valor que inclui a pulseira e seis meses do plano Clair Pro. Depois, a assinatura mensal custa US$ 9,99 (cerca de R$ 52). As encomendas da pré-venda serão enviadas para os Estados Unidos em dezembro de 2026 e para o Reino Unido, Espanha, Brasil, Austrália e Nova Zelândia em janeiro de 2027. Os pedidos convencionais começarão a ser despachados alguns meses depois, ao longo de 2027.

“Pedidos internacionais podem estar sujeitos à cobrança de taxas alfandegárias no momento da entrega. A empresa entrará em contato antes do lançamento para confirmar o endereço de envio e as preferências de cada comprador”, alerta a Clair Health em seu site. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Brasil compra 18 milhões de doses de vacina contra dengue
Golpes digitais aumentam durante a Copa do Mundo: veja como se proteger
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play