Terça-feira, 17 de maio de 2022

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Surto de coronavírus em asilo de Uruguaiana tem a primeira morte confirmada. Vítima é um idoso de 81 anos

A atualização estatística da pandemia deve incluir nesta sexta-feira (24) um homem de 81 anos entre os mortos mais recentes pelo coronavírus no Rio Grande do Sul. Trata-se do primeiro caso fatal associado a surto da doença que atingiu um asilo em Uruguaiana (Fronteira-Oeste) na primeira quinzena do mês.

O idoso estava internado desde quarta-feira na Santa Casa local e teve o óbito constatado um dia depois. Além dele, outras 25 pessoas foram contaminadas: 13 dos 20 internos da instituição de longa permanência e 13 dos 16 funcionários do estabelecimento. Ainda não há informação sobre eventual presença da variante Delta.

Conforme a prefeitura, os responsáveis pelo asilo receberam orientações das autoridades e colocaram em prática uma série de medidas, incluindo reforço na higienização dos ambientes e afastamento temporário dos empregados com teste positivo de covid – no caso dos idosos, a quarentena está sendo cumprida em casa.

Em seu site, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) ressalta que os indivíduos a partir de 60 anos compõem um dos dois grupos populacionais mais suscetíveis ao desenvolvimento de quadros respiratórios graves e resultados fatais ao se infectar com o coronavírus, mesmo com a vacinação. O outro é o das pessoas com doenças crônicas.

Desde o começo da pandemia, em março de 2020, foram registradas no Rio Grande do Sul diversas ondas de casos de covid em instituições de longa permanência de idosos (também conhecidas pela sigla “ILPI”), com centenas de mortes. Somente em agosto deste ano o governo gaúcho monitorava pelos menos 15 situações desse tipo em cidades como Caxias do Sul (Serra).

Preocupação global

Esse problema não é exclusivo de asilos ou mesmo do Brasil, já que atinge também hospitais, escolas, penitenciárias e empresas, dentre tantos outros ambientes. Um relatório divulgado nesta semana pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que os surtos de coronavírus provavelmente continuarão a ser registrados nos próximos meses no continente.

“O curso da pandemia da covid nas Américas permanece muito incerto”, sublinha o documento, enviado aos governos da região. A entidade considera “preocupante” a situação, sobretudo no que se refere às desigualdades no acesso à vacina na América Latina e Caribe.

A Opas também observa que os países continuam relatando “interrupções persistentes de diversos graus” na prestação de serviços essenciais de saúde: “Um cenário possível é que, ainda em 2022, esses países ainda enfrentem surtos localizados, principalmente em instituições, áreas ao redor de cidades densamente povoadas e ambientes rurais”.

(Marcello Campos)

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