Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Viaduto da Borges, no Centro de Porto Alegre, terá segurança privada 24 horas por dia

A partir de 27 de agosto, o Viaduto da avenida Borges de Medeiros, no Centro Histórico de Porto Alegre, contará com serviço de vigilância  patrimonial privada durante 24 dias por dia. O objetivo da prefeitura é reforçar a segurança no local, cuja movimentação de pessoas tem se intensificado também à noite, devido à abertura progressiva das novas operações comerciais ao longo da estrutura.

Uma empresa terceirizada manterá dois vigilantes – sem uso de armas-de-fogo – cobrindo toda a extensão durante o dia e outros quatro no turno da noite. Eles contaráo com uma sala cedida no próprio Viaduto pelo consórcio Confia no Centro, selecionado para explorar o processo de ocupação das lojas por permissionários. Até lá, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) mantêm uma equipe fixa na área.

“Nosso objetivo é fazer do Viaduto um importante atrativo turístico e de convivência no Centro Histórico”, ressaltou o titular da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SPGG), Cezar Schirmer, em depoimento ao portal prefeitura.poa.br.

Histórico

A recuperação estrutural e estética do viaduto foi concluída em abril deste ano, após mais de três anos de trabalho e R$ 18,7 milhões em investimentos. O projeto executado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) contemplou melhorias nas instalações elétrica, hidrossanitária e pluvial, impermeabilização de paredes e escadarias, recuperação de revestimentos e tratamento antipichação.

Também foram restaurados elementos originais, como escadas, soleiras, calçadas, postes de iluminação, ladrilhos e esquadrias de ferro e madeira, bem como as áreas internas das 31 lojas ao longo da extensão do viaduto. Outros beneficiamentos são o novo paisagismo, acessibilidade ampliada e iluminação cênica com sistema LED.

Com duas calçadas contínuas – cada qual passando sob duas escadarias – entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, o viaduto tem ainda um segmento superior que coincide com curto trecho da Duque de Caxias. No meio do caminho há dois acessos verticais, com degraus, ligando a parte de baixo à de cima.

Estes últimos estavam interditados há vários anos, mas agora voltam a ser utilizáveis pela população. Para isso, receberam estruturas de alumínio, fechamento em vidro e cobertura de policarbonato.

A obra teve início em dezembro de 2022, com prazo inicial de 18 meses. Intercorrências estruturais e os impactos da enchente de 2024 provocaram a prorrogação do cronograma. A empresa responsável, Concrejato, continua a realizar ajustes finais. A garantia dos serviços é de cinco anos, exceto em casos de depredação ou furto.

Tradição

A construção do Viaduto Otávio Rocha começou em 1928, com desapropriações e terraplanagem da área onde hoje está a avenida Borges de Medeiros. O contrato foi firmado, na época, com a companhia alemã Dyckerhoff & Widmann, que concluiu os trabalhos em 1932.

Tombado pelo município em 1988, o viaduto passou por intervenções em 1997 e entre 2000 e 2001. Desde então, enfrentava problemas de degradação que motivaram a prefeitura a deflagrar o plano de restauro.

As lojas serão exploradas por duas empresas porto-alegrenses, definidas por meio de licitação. Ambas estão encarregadas de gerenciar o processo que deve resultar na ocupação desses espaços comerciais por estabelecimentos interessados.

(Marcello Campos)

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