Estado registra maior número de casos de dengue desde 2016

O Rio Grande do Sul registrou um aumento no número de casos de dengue no estado. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, são mais de três mil casos suspeitos, desses 1684 confirmados. A dengue não registrava uma contaminação tão expressiva desde 2016 em solo gaúcho.

As atenções se voltaram para o novo coronavírus desde o início de março. Enquanto a pandemia avança, outra doença aparece no radar das autoridades de saúde. Desde janeiro, já foram quatro mortes por dengue no estado. No ano inteiro de 2015, foram registradas duas mortes, o que era considerado o ápice da doença no Rio Grande do Sul. Das 387 cidades gaúchas infectadas pelo Aedes Aegipty, cinco delas concentram 65% dos casos. Cerro Largo, Constantina, Santa Rosa, Santo Cristo e Três Passos são os municípios com a maior taxa de transmissão local.

“Nosso clima é um pouco melhor do que os outros, a gente tem um pouco mais de frio. Mas a partir do momento que a gente começa a ter um maior número de municípios infestados, o Rio Grande do Sul é uma proporção do maior número de municípios infestados, maior número de casos”, relatou a especialista da vigilância em saúde, Cátia Favreto.

Na região noroeste do estado, o clima é mais favorável para a proliferação do mosquito. O relaxamento da população com os cuidados também contribui para o aumento de casos de dengue. Com o inverno chegando, a tendência é haver uma redução no número de infectados.

“Ela se mantém com a circulação do vírus em todos os meses do ano. Claro que com o frio, a gente diminui bastante o número de casos, mas a gente pode ter sim, a gente não sabe como vai ser o clima nesse inverno”, explicou Cátia.

A melhor forma de combater a dengue é parecida com aquela estratégia que adotamos contra o coronavírus. A limpeza e a higiene nas residências são fundamentais para acabar com a propagação do mosquito.

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