Quinta-feira, 25 de abril de 2024

A dengue já custou as vidas de 50 gaúchos neste ano

A confirmação de mais três casos fatais, nessa terça-feira (2), elevou para 50 a mortes por dengue no Rio Grande do Sul desde janeiro. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), as novas vítimas são da Região Noroeste e sofriam de doenças pré-existentes: uma mulher de 23 anos em Santa Rosa, um idoso de 80 anos em Três Passos e outro de 89 em Vicente Dutra.

Os óbitos ocorreram entre os dias 11 e 25 de março. Mas somente agora – como tem sido de praxe – os testes complementares puderam atribuir a doença os falecimentos.

Transcorridos pouco mais de três meses deste ano, 28 das 497 cidades gaúchas têm ao menos uma perda humana decorrente da infecção após picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Confira o ranking estadual de óbitos, em ordem decrescente, conforme estatística disponível no site dengue.saude.rs.gov.br:

– São Leopoldo: 6 mortes.
– Novo Hamburgo: 5 mortes.
– Frederico Westphalen: 4 mortes.
– Santa Rosa: 4 mortes.
– Tenente Portela: 4 mortes.
– Canoas: 2 mortes.
– Cruz Alta: 2 mortes.
– Giruá: 2 mortes.
– Três Passos: 2 mortes.
– Araricá: 1 morte.
– Capão da Canoa: 1 morte.
– Carazinho: 1 morte.
– Cerro Largo: 1 morte.
– Esteio: 1 morte.
– Gravataí: 1 morte.
– Independência: 1 morte.
– Iraí: 1 morte.
– Lajeado: 1 morte.
– Palmitinho: 1 morte.
– Porto Alegre: 1 morte.
– Redentora: 1 morte.
– Santa Cruz do Sul: 1 morte.
– Santana do Livramento: 1 morte.
– São Borja: 1 morte.
– Três de Maio: 1 morte.
– Vicente Dutra: 1 morte.
– Vista Alegre: 1 morte.
– Vista Gaúcha: 1 morte.

Perfil de risco

A exemplo do que ocorreu no ano passado (não só no Rio Grande do Sul), a maioria dos gaúchos mortos pela doença é de idosos (a partir dos 60 anos) e com comorbidades (doenças crônicas pré-existentes e potencialmente agravantes de quadros de dengue e covid, por exemplo). Ambos os segmentos populacionais estão entre os de maior risco em caso de contaminação pela picada do inseto transmissor – a fêmea do mosquito Aedes aegypti.

Em números arredondados, mais de 40 mil mil gaúchos já receberam teste positivo para a doença neste ano, dos quais aproximadamente 34,2 mil foram contaminados pelo inseto dentro do próprio Estado (casos conhecidos como “autóctones”). Outros 18 mil quadros suspeitos são investigados. Os números apresentam crescimento constante, conforme se verifica nos boletins diários da SES.

Santa Rosa concentra a maioria das notificações (5.100). Na sequência aparecem Novo Hamburgo (4.807), São Leopoldo (3.628), Tenente Portela (3.083), Três Passos (1.633), Frederico Westphalen (1.511) e Três de Maio (1.169).

A onda de casos da doença motivou o governo do Estado, no dia 12 de março, a decretar situação de emergência em saúde pública. O objetivo é reforçar ações de prevenção e controle, bem como o atendimento a pacientes em um cenário de risco epidemiológico.

Com a medida, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) poderá destinar (e receber do governo federal) com maior agilidade os recursos necessários à compra de medicamentos e vacinas, dentre outros, sem os trâmites burocráticos de uma licitação, por exemplo.

Prevenção e sintomas

As autoridades estaduais reforçam a importância de se procurar atendimento nos serviços de saúde assim que surgirem os primeiros sintomas. Com isso, evita-se o agravamento da doença e uma possível evolução para óbito.

Medidas preventivas contra a proliferação do mosquito-vetor também são fundamentais. É o caso da  eliminação de focos de água parada, a fim de cortar o ciclo de vida do inseto já na fase de larva. O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual contra a picada. Confira os sinais mais característicos da dengue:

– febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias.

– dor retro-orbital (atrás dos olhos).

– dor de cabeça.

– dor no corpo.

– dor nas articulações.

– mal-estar geral.

– náusea.

– vômito.

– diarreia.

– manchas vermelhas na pele (com ou sem coceira).

 

(Marcello Campos)

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