Quarta-feira, 18 de maio de 2022

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Aliados do ex-juiz Sérgio Moro acreditam que, hoje, sua tendência é concorrer a uma vaga no Senado

No Brasil desde a última sexta-feira (17), Sergio Moro terá encontros com a cúpula do Podemos, partido que quer lançá-lo candidato ao Palácio do Planalto, e com outros interlocutores para definir o seu futuro dentro ou fora da política. Entre as agendas políticas estão confirmados encontros com a presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), e com os senadores Álvaro Dias (PR) e Oriovisto Guimarães (PR).

Na quinta-feira (23), Moro estava em Curitiba (PR), onde mora a sua filha mais velha, que não acompanhou a família na mudança para os Estados Unidos. De acordo com pessoas próximas, ele planejava ir com a família a Maringá (PR) para visitar a mãe no fim de semana, mas desistiu para poupá-la da exposição.

Os locais e as datas das reuniões políticas entre Moro e interlocutores são mantidos em segredo. Os encontros podem acontecer em Curitiba — onde estão os senadores Álvaro e Oriovisto —, em São Paulo — cidade da presidente do Podemos e do escritório de marketing político que cuidará de uma eventual campanha — ou em Brasília, na próxima semana.

Para o futuro de Moro, há três possibilidades na mesa. A primeira é a candidatura à Presidência da República. Para a cúpula do Podemos, ele é o nome de terceira via com mais chance de vencer a polarização Bolsonaro-Lula. O partido tenta convencê-lo usando números de pesquisas de opinião que mostram Moro bem colocado sem se declarar candidato e sem ter se defendido dos ataques pessoais que sofreu após deixar o ministério do governo Bolsonaro.

A segunda possibilidade é a candidatura ao Senado, que poderia ser tanto pelo Paraná quanto por São Paulo. Essa possibilidade tem relação direta com o futuro político do senador Álvaro Dias, que encerra em 2022 o mandato de senador.

Dias pode se candidatar novamente ao Senado — e como só há uma vaga por estado não disputaria com Moro, que sairia por São Paulo — ou ser o candidato do Podemos à Presidência, a exemplo do que ocorreu em 2022, cenário menos provável. O Podemos também não descarta outros nomes de terceira via ou o apoio a candidato de outro partido.

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