Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Argentina anuncia programa para troca voluntária de bônus em pesos

Ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa anunciou que será lançado um programa para troca voluntária de bônus da dívida em pesos dos próximos 90 dias. A iniciativa será finalizada na próxima terça-feira e já há “compromissos de adesão de mais de 60%”, disse ele, durante entrevista coletiva na qual delineou os planos para sua gestão no governo do presidente Alberto Fernández.

Massa afirmou que a Argentina tem “quatro ofertas para o fortalecimento de reservas e recompra de dívida soberana”, de acordo com a agência estatal Télam. Segundo ele, três são de instituições financeiras internacionais e uma de um fundo soberano.

Entre os anúncios, Massa reafirmou o compromisso com o pacote fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive com metas para a redução do déficit fiscal.

Ele comentou que ocorreu na quarta-feira uma primeira reunião de trabalho com o FMI “para continuar com os desembolsos previstos”.

Além disso, o ministro disse que o governo argentino realizará a licitação do segundo trecho do gasoduto Néstor Kirchner. Esse projeto remonta a 2005, quando governos da região decidiram construir o Gran Gasoducto del Sur, que forneceria gás natural para conectar Venezuela, Brasil e Argentina, mas até hoje a iniciativa não foi finalizada.

Acostumados com uma das maiores inflações e uma das moedas mais desvalorizadas do mundo, os argentinos estão habituados a adotar uma série de estratégias para fazer render seu salário mensal. Afinal, nesse país, algo tão simples como fazer as compras semanais requer planejamento.

Os argentinos planejam qual dia ir e a qual supermercado. Também qual produto compram. Assim, aproveitam as melhores ofertas, descontos e formas de pagamento oferecidas por mercados, bancos e até pelos principais jornais do país.

Mas a aceleração da inflação em 2022, que já atinge alta de 64% em 12 meses e continua subindo, e a rápida depreciação do peso, a moeda oficial do país, que perdeu um quarto de seu valor em relação ao dólar nos primeiros seis meses do ano, fazem com que os argentinos tenham que aprimorar ainda mais suas táticas quando se trata de administrar as finanças pessoais.

Agora, eles não precisam apenas pensar na maneira mais eficiente de gastar seu dinheiro. Também precisam planejar como proteger o valor de suas economias.

Os argentinos tradicionalmente recorriam ao dólar como moeda de reserva ou colocavam seus pesos na renda fixa – investimentos com prazo e rendimento pré-determinado.

Mas fortes controles de capital – conhecidos como “cepos” – restringiram severamente o acesso ao dólar.

Diante desse cenário, em vez de comprar dólares ou depositar seus pesos excedentes no banco, muitos consideram melhor investimento usá-los para comprar produtos que duram, desde latas de atum, xampu e garrafas de vinho, até bens duráveis, como roupas, celulares, eletrodomésticos e motocicletas.

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