Quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

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Atividade industrial no Rio Grande do Sul aquece com aumento na produção e no emprego, diz Fiergs

Com os índices da pesquisa acima dos 50 pontos, a Sondagem Industrial de agosto, divulgada nessa segunda-feira (27) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) mostra a indústria gaúcha aquecida, operando acima do normal, com aumentos significativos da produção e do emprego, bem como estoques ajustados. “O setor continua apresentando resultados positivos, mesmo que a produção ainda sofra com o alto preço e a escassez de insumos, o que deixa uma boa expectativa para os industriais gaúchos”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

A Sondagem Industrial varia de zero a cem pontos, e valores acima de 50 demonstram crescimento na comparação com o mês anterior. O índice de produção, por exemplo, atingiu 56,3 pontos em agosto, o que denota alta ante julho, a quarta consecutiva. O emprego também cresceu, pelo 14º mês, e chegou a 54,6. Os resultados da produção e do emprego foram superiores às médias históricas para agosto, de 53,3 e 49,3 pontos, respectivamente.

Outro dado revelador da fase de aquecimento na indústria gaúcha é a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que chegou a 75%, dois pontos percentuais acima de julho. É o maior nível para o mês desde 2011 (78%) e 3,7 pontos percentuais acima da média histórica de agosto. Da mesma forma, o índice de UCI em relação à usual atingiu 52,2, confirmando, também na percepção dos empresários, a UCI acima do normal.

Já os dados de estoques de produtos finais ficaram praticamente estáveis em agosto e nos patamares esperados pelos empresários. O índice de evolução alcançou 49,6 pontos, enquanto o de estoques em relação ao planejado, com 50,3, esteve muito próximo dos 50 pontos. Diferentemente dos demais índices da pesquisa, nos estoques valores acima de 50 indicam aumento no volume armazenado pelas empresas, o que não é positivo.

Expectativas

Os industriais gaúchos consultados na pesquisa, realizada entre 1º e 15 de setembro com 218 empresas (43 pequenas, 72 médias e 103 grandes), veem com boa perspectiva o futuro. Com todos os índices acima dos 50 pontos, as expectativas para os próximos seis meses são otimistas, mostrando empresários à espera de crescimentos na demanda, uma elevação de 0,7 ponto ante agosto, para 61,9. No número de empregados, a subida também foi de 0,7 ponto, para 56,4, enquanto nas compras de matérias-primas, mais 0,4, para 60,5. Por fim, o índice das exportações foi o único a recuar, 1,2 ponto, mesmo assim, se manteve em 55,5, bem acima da linha dos 50 pontos.

O índice de intenção de investimentos nos próximos seis meses permaneceu em 58,8 pontos, queda de 1,3 ponto na comparação com agosto. Apesar de menor, a intenção continua elevada, bem acima da média histórica de 50,2, e quanto maior, mais disseminada é a possibilidade de investir. Em setembro, quase dois terços das indústrias gaúchas, 64,2%, mostram essa disposição.

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