Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Atos extremistas: Ministério da Justiça divulga novas imagens dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou novas imagens dos ataques extremistas às sedes dos Três Poderes que ocorreram no dia 8 de janeiro, em Brasília. Quase 30 minutos de imagens foram disponibilizados no site da pasta.

Os vídeos mostram todo o percurso dos extremistas — desde a descida no Eixo Monumental, o confronto com a Polícia Militar, as invasões, até a saída deles da Esplanada dos Ministérios. Nas imagens, policiais militares tentam conter os radicais com uso de spray de pimenta, no entanto, o grupo conseguiu se desencilhar facilmente e invadiu a área de contenção que cercava o Congresso Nacional.

Os vídeos foram divulgados horas depois do interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, conceder uma entrevista coletiva apresentando um relatório sobre os atos extremistas. Foram divulgadas informações e conclusões das Forças de Segurança Pública sobre os ataques que, segundo Cappelli, podem auxiliar nas investigações.

Sem comando

Cappelli afirmou que “faltou comando e responsabilidade” na atuação das autoridades do DF contra os radicais que invadiram os prédios dos Três Poderes, já que o ex-comandante da Polícia Militar do DF, Fábio Augusto Vieira, perdeu o controle da tropa e não teve ordens atendidas.

“Se existe dificuldade em manter a hierarquia e disciplina nas forças militares, quem tem de zelar primeiro é o poder público, que não pode politizar indicações nas forças de segurança. Na hora que a polícia é politizada pelo poder público, quem assume o comando tem sua capacidade de comandar seriamente atingida”, afirmou Cappelli.

O interventor afirmou que o então secretário, Anderson Torres, tinha em mãos desde o dia 6 um relatório de inteligência que apontava “ameaça concreta” de invasão aos prédios públicos. Mesmo assim, disse Cappelli, ele não promoveu “desdobramento operacional adequado”.

Para o interventor, o “conjunto de coincidências” identificado durante as investigações pode caracterizar, sob os olhos da Justiça, “algo muito pior” quanto à conduta dos responsáveis pela segurança no DF. Vieira e Torres estão presos preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante entrevista, Cappelli afirmou que seis coronéis da PM que estavam em posições de comando foram exonerados. Além disso, também foram dispensados todos os quadros da SSP que haviam sido nomeados por Torres.

O relatório foi protocolado no Superior Tribunal Federal (STF) e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.

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