Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Chance de El Niño muito forte entre outubro e dezembro chega a 90%, com possíveis impactos no Brasil

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 90% a probabilidade de ocorrência de um El Niño classificado como muito forte entre outubro e dezembro de 2026. O fenômeno climático vem ganhando intensidade e poderá provocar mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil nos próximos meses.

A estimativa representa uma alta em relação à projeção anterior. Em julho, a NOAA calculava em 81% a possibilidade de um El Niño muito forte no período. O órgão também aponta uma probabilidade de 69% de que o fenômeno alcance uma intensidade considerada histórica, levando em conta os registros disponíveis desde 1950.

O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Atualmente, as temperaturas do Pacífico já estão mais de 2°C acima da média em determinadas áreas monitoradas pelos especialistas.

A intensidade do fenômeno é acompanhada por meteorologistas porque o aquecimento das águas do Pacífico interfere na circulação atmosférica e pode alterar a distribuição de chuva e de temperaturas em diferentes partes do planeta.

No Brasil, os impactos costumam variar de acordo com a região. A previsão apresentada pela NOAA indica possibilidade de volumes de chuva acima da média no Sul do país, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem registrar precipitações abaixo do padrão. Também são previstas temperaturas elevadas em grande parte do território brasileiro.

No Rio Grande do Sul, os efeitos do El Niño historicamente estão associados ao aumento das chuvas, especialmente em determinados períodos do ano. A combinação entre maior umidade, sistemas meteorológicos e a atuação de frentes frias pode elevar o risco de temporais e de episódios de chuva intensa.

As previsões, porém, não significam que todas as regiões terão o mesmo comportamento durante todo o período. A distribuição das chuvas depende também de outros sistemas atmosféricos e das condições do oceano Atlântico.

No Norte e em parte do Nordeste, a influência do El Niño costuma ocorrer de maneira diferente. O fenômeno pode contribuir para a redução das precipitações e para períodos de estiagem mais prolongados. A situação é acompanhada pelos órgãos meteorológicos devido aos possíveis impactos sobre agricultura, abastecimento de água e atividade econômica.

Outro ponto de atenção está relacionado às temperaturas. A NOAA projeta calor acima da média em praticamente todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul, onde a previsão indica comportamento diferente. O cenário pode mudar conforme o fenômeno avance e novas atualizações sejam produzidas pelos centros de monitoramento.

O fenômeno também pode aumentar o risco de queimadas em áreas do Pantanal e da Amazônia em razão da redução das chuvas esperadas em determinadas regiões. Especialistas acompanham especialmente a evolução das condições de umidade e temperatura para avaliar os impactos sobre os biomas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Pacto pela Descarbonização da Saúde é lançado em Porto Alegre.
Eleições 2026: quase 800 candidatos mudam declaração de cor ou raça ao Tribunal Superior Eleitoral em relação a 2022
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play