Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de junho de 2026
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve em Washington, D.C., na última segunda-feira (22), para uma série de compromissos com representantes do governo do presidente Donald Trump e integrantes do Partido Republicano. A viagem teve como principal objetivo a realização de reuniões políticas relacionadas à sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e às articulações para tentar reverter a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro da Corte Alexandre de Moraes.
Eduardo Bolsonaro participou das agendas acompanhado do jornalista Paulo Figueiredo, que atua como um dos principais aliados do ex-deputado nas articulações junto a apoiadores do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Os compromissos dos dois na capital dos Estados Unidos ocorreram até essa terça-feira (23), envolvendo encontros com parlamentares republicanos e representantes ligados ao governo americano.
Entre as atividades previstas durante a passagem por Washington estava um jantar com aproximadamente 20 senadores republicanos, realizado na noite de segunda. O encontro foi utilizado por Eduardo e Figueiredo para apresentar aos aliados norte-americanos a visão de que haveria uma perseguição judicial contra integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas conversas com os parlamentares, os dois também buscaram apoio para iniciativas relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação à tentativa de retomada da Lei Magnitsky contra o magistrado. A legislação americana permite a aplicação de sanções econômicas e restrições contra estrangeiros acusados de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção, conforme critérios estabelecidos pelo governo dos Estados Unidos.
A condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF foi um dos principais pontos levados às reuniões. Segundo aliados do ex-deputado, a decisão judicial poderia ser apresentada como um novo argumento para defender, junto a autoridades americanas, a tese de que integrantes da oposição brasileira estariam sofrendo medidas consideradas excessivas por parte do Judiciário.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo já haviam realizado uma agenda semelhante em Washington no fim de maio. Na ocasião, os dois acompanharam o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reuniões com Donald Trump e integrantes do governo dos Estados Unidos.
A movimentação ocorreu em meio ao esforço de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para ampliar o diálogo com representantes republicanos e autoridades americanas, especialmente em temas relacionados às decisões judiciais envolvendo integrantes do grupo político. As agendas tiveram como foco apresentar aos interlocutores estrangeiros a avaliação dos aliados sobre os processos em andamento no Brasil e buscar apoio político no cenário internacional. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)