Sábado, 13 de julho de 2024

Diretor da Polícia Federal aciona Supremo contra Mauro Cid por militar ter sugerido que foi coagido

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, fez uma representação contra o tenente-coronel Mauro Cid no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quinta-feira (21). Em áudios divulgados pela revista Veja, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que o inquérito da PF que apura a tentativa de golpe de Estado é uma “narrativa pronta”.

O diretor da PF afirmou à jornalista Míriam Leitão do jornal O Globo que as declarações foram vistas “com gravidade” e que a corporação busca um esclarecimento no STF.

“Ninguém acusará a PF e o STF dessa forma e ficará incólume”, disse.

Nesta sexta-feira (22), após a divulgação dos áudios, Cid foi convocado a comparecer a uma audiência com o desembargador Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, para esclarecer as acusações à Operação Tempus Veritatis.

Após o término da audiência de confirmação dos termos da colaboração premida, foi cumprido mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro do Supremo contra Mauro Cid, por descumprimento das medidas cautelares e obstrução à Justiça.

Nos áudios, Cid ainda disse que Alexandre de Moraes já tem a sentença dos investigados e que no “momento que ele achar conveniente, denuncia todo mundo, o PGR acata, aceita e ele prende todo mundo”. O tenente-coronel também afirmou que a PF queria que ele falasse coisas sem conhecimento ou que não aconteceram, pois os investigadores do inquérito “não queriam saber a verdade” sobre a tentativa de golpe de Estado, e sim confirmar a narrativa deles.

Por meio de nota, a defesa de Cid admitiu que a voz nas gravações divulgadas pela revista são do militar, mas alegou que as declarações são “meros desabafos” do investigado.

 

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