Terça-feira, 03 de novembro de 2026

Em audiência pública no Supremo, clubes brasileiros defendem o retorno das apostas esportivas no País

Representantes de grandes clubes brasileiros, como Flamengo e Fluminense, participaram, nessa terça-feira (3), de uma audiência pública com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, relator de ações contra a medida provisória que proíbe as bets no País. Na sessão, os dirigentes defenderam o retorno das casas de apostas ao mercado.

Em setembro, o governo publicou uma Medida Provisória (MP) que veta a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional. Para que a proibição se torne definitiva, a medida ainda precisa ser votada pelo Congresso.

Representantes de clubes da elite do futebol brasileiro participaram da audiência para manifestar preocupação com os impactos financeiros da decisão.

O presidente do Fluminense, Mattheus Reis e Montenegro, afirmou que o fim das bets poderá provocar desemprego, especialmente em equipes com menor arrecadação. Segundo ele, o clube carioca estima perder R$ 200 milhões em receitas anuais caso a proibição seja mantida.

“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, principalmente nas agremiações menores com essa perda de receita”, declarou.

Montenegro reconheceu os problemas relacionados ao endividamento das famílias, mas questionou como os clubes manterão suas estruturas sem os recursos provenientes dos contratos com as empresas de apostas.

Antes do representante tricolor, o vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, também criticou a medida. Segundo ele, a proibição poderá comprometer a estrutura do clube, incluindo as modalidades olímpicas.

Willeman afirmou que o Flamengo possui mais de 1.200 funcionários e poderá sofrer uma redução de aproximadamente R$ 430 milhões em receitas anuais com futebol e esportes olímpicos.

O dirigente também argumentou que o clube assumiu compromissos financeiros de longo prazo com base nos contratos firmados conforme a legislação vigente. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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