Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Governador reeleito de Minas, que coordenou campanha de Bolsonaro no estado no segundo turno, critica comunicação do governo federal, sobretudo na pandemia

O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu a eleição por não ter se comunicado adequadamente com a população durante seu mandato. O mineiro elogiou o chefe do Executivo, de quem foi aliado no segundo turno, mas disse que seus discursos deixavam as pessoas “angustiadas”, especialmente durante a pandemia. “Mais do que ter perdido para o próprio candidato Lula, o presidente Bolsonaro perdeu para si mesmo, devido à forma de condução da comunicação”, declarou.

“O próprio presidente, que tem boas intenções, muitas vezes em seus discursos ele acabou não sendo feliz. (…) Durante a pandemia, a comunicação do governo federal deixou muito a desejar. Quando você está lidando com algo que você não conhece, é bom você não menosprezar. Você está menosprezando algo que alguém está aflito em relação àquilo, então acaba tendo um reflexo negativo”, afirmou Zema.

Zema anunciou apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial logo após ser reeleito. Naquela ocasião, ele disse que o PT em Minas Gerais “foi uma grande tragédia, foi uma das gestões mais desastrosas que o Estado já teve”, referindo-se ao mandato de Fernando Pimentel (PT).

Os discursos do presidente Bolsonaro durante a pandemia deram munição política para adversários durante a campanha eleitoral de 2022. O petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou, em inserções partidárias, falas do chefe do Executivo sobre a crise sanitária, como quando ele disse “não ser coveiro”, referindo-se às mortes por covid, e quando imitou pessoas com falta de ar.

Zema, que foi coordenador da campanha de Bolsonaro em Minas no segundo turno das eleições, negou que seja o “herdeiro” dele no estado.

“Não me vejo como herdeiro, até porque tenho partido diferente. Apoiei Bolsonaro no segundo turno porque tenho mais semelhanças com o projeto dele do que com o candidato adversário, mas temos diferenças”, explicou.

Vitória em Minas

Além de ser o estado com o segundo maior número de eleitores no país, atrás apenas de São Paulo, Minas tem uma tradição: o candidato a presidente que vence por lá sempre acaba eleito. Neste ano, não foi diferente.

No segundo turno, Lula teve 6,19 milhões de votos no estado (50,2% dos válidos), contra 6,14 milhões de Bolsonaro (49,8%). No primeiro turno, Lula tinha conseguido 5,8 milhões de votos (48,29%) e Bolsonaro, 5,2 milhões (43,6%).

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