Domingo, 09 de agosto de 2026

Governo federal promete aumentar efetivo das equipes que investigam caso de corrupção

O governo federal prometeu aumentar o efetivo das equipes da Polícia Federal (PF) que investigam casos de corrupção. A decisão ocorre em meio a tensões do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

A decisão foi informada em reunião feita entre o ministro da Justiça, Wellington Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, com Mendonça.

A maior parte do grupo com esses novos policiais será formada por novos agentes que estão em curso de formação. A ideia do governo federal é fortalecer as equipes para que as investigações avancem da forma mais célere possível.

O atual governo aumentou em 30% o efetivo do setor que cuida desses inquéritos e prometeu que vai aumentar este número ainda mais.

Tensão entre PF e Mendonça

O encontro ocorrido nesta quinta-feira (6) foi marcado para tratar do estranhamento entre a PF e o gabinete de Mendonça e aconteceu antes de os 27 superintendentes regionais divulgarem uma nota em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

A tensão entre integrantes da PF e o ministro André Mendonça foi provocada pelas investigações do “caso INSS” e escalou após a PF solicitar a abertura de frentes de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva.

O Lulinha, filho do presidente da República, é investigado por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em contratos da Dataprev e no Ministério da Saúde.

Além do caso INSS, Mendonça é relator do caso Master no Supremo.

Plano de governo de Lula promete manter arcabouço fiscal

O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, promete manter o arcabouço fiscal atual com medidas para conter o aumento de despesas e enfrentar o atual sistema de emendas parlamentares.

O plano foi finalizado pela campanha nesta sexta-feira, 7, e será apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro da candidatura de Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que estará na chapa do petista mais uma vez.

No governo Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, vem defendendo uma redução do limite de gastos do arcabouço fiscal, que hoje é de 2,5% ao ano (descontada a inflação), para um limite mais restrito, que poderia chegar a 1,5%.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, por outro lado, defende uma regra menos rígida de gastos, mas com medidas de gestão para controlar as despesas do Orçamento. Como mostrou o Estadão, o mercado passou a identificar uma “guerra fria” entre os dois ministros, que apontam caminhos distintos para ajuste fiscal.

O plano não traz nenhuma medida específica de revisão no arcabouço fiscal. “O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções”, diz a proposta. Com informações dos portais G1 e Estadão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Antes mesmo de Marco Buzzi ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça, a cadeira dele de ministro já estava em disputa
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play