Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de agosto de 2026
O Departamento de Homicídios da Polícia Civil gaúcha investiga o assassinato de um indivíduo em situação de rua, na área localizada sob o Viaduto Imperatriz Leopoldina – estrutura que liga o bairro Farroupilha ao Centro Histórico pela avenida João Pessoa. Ele foi morto com pelo menos 13 tiros, no final da madrugada dessa terça-feira (25).
Até o início da noite não havia informações sobre o autor o motivação do crime. O Insituto Geral de Perícias (IGP) também trabalha para identificar a vítima, encontrada sobre um colchão e já sem vida quando uma equipe da Brigada Militar (BM) atendeu a ocorrência, pouco tempo após receber um alerta sobre disparos em sequência na região.
Do pouco que se sabe até o momento, a presença de cápsulas e sua quantidade no chão indicam o uso de pistola. A linha investigativa sugere uma execução, embora outras hipóteses ainda não tenham sido descartadas. Câmeras de monitoramento e testemunhos de outras pessoas que dormem no local poderão ajudar na elucidação do caso.
O viaduto fica próximo à faculdade de Direito, ao Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ao Parque da Redenção. O trecho onde a rua Sarmento Leite desemboca na avenida Loureiro da Silva divide a parte coberta da estrutura em dois segmentos, ambos servindo de abrigo a pessoas sem-teto.
Trata-se de uma área de intenso movimento durante o dia. Diferente do que ocorre na maioria das noites, quando a sensação de insegurança faz com que muitos pedestres evitem transitar pelo local.
Cachoeira do Sul
No Vale do Rio Pardo, um homem acusado de ordenar duas mortes e liderar organização criminosa armada foi condenado por júri popular em Cachoeira do Sul. A sentença é de 61 anos de prisão em regime fechado e com início imediato, além do pagamento de indenização de ao menos R$ 50 mil para os herdeiros de cada pessoa assassinada.
Os jurados acolheram a tese de duplo homicídio qualificado pelos agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas – dois homens, executados em janeiro de 2017 na localidade de São Lourenço, interior do Município.
De acordo com ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o réu ordenou as mortes de dentro do sistema prisional, como represália à execução de um membro da sua facção criminosa e também com o objetivo de ampliar o domínio do grupo sobre tráfico de drogas na região. Os cinco atiradores foram condenados anteriormente.
Consta no processo que eles se passaram por policiais para abordar e render os homens na residência de um deles. As vítimas foram então levadas a uma área isolada e mortas. A acusação foi corroborada por provas como mensagens, áudios, vídeos, fotografias extraídas de celulares, além de depoimentos.
(Marcello Campos)