Quarta-feira, 29 de junho de 2022

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Hong Kong: um roteiro para lugar nenhum para quem gosta de dormir em ônibus

Há quem não resiste ao balanço de uma viagem de ônibus. Para essas pessoas, uma operadora de turismo de Hong Kong criou um roteiro especial, de cinco horas, dentro dos limites da cidade chinesa, um dos últimos pontos do país a ainda sofrer restrições mais severas de circulação durante a pandemia do coronavírus.

A ideia de criar esse “ônibus para lugar nenhum”, nos moldes de cruzeiros e voos que chamaram a atenção durante a pandemia de Covid-19, veio de Frankie Chow, presidente da Ulu Travel. Segundo o empresário, o produto atende a dois tipos de público: as pessoas que, impossibilitadas de viajar mesmo para outros destinos dentro da China; e aquelas que têm sentido dificuldade para dormir em casa, devido às pressões causadas durante o período de confinamento.

Justamente para que um grupo não atrapalhe o outro, o ônibus escolhido tem dois andares. O primeiro piso é a “zona do silêncio”, reservada para passageiros em busca da versão “leito” do veículo. Para estes, a empresa fornece travesseiros, máscaras para os olhos e protetores de ouvido. No andar de cima vão aqueles que querem matar a saudade de um programa turístico, mesmo que na própria cidade.

A viagem percorre 85 quilômetros e dura cinco horas. O roteiro começa em meio ao centro financeiro de Hong Kong, mas logo segue para zonas mais tranquilas, sempre privilegiando avenidas largas, estradas e vias costeiras com poucos sinais de trânsito. De acordo com Chow, o trajeto foi determinado para dar mais fluidez ao veículo.

Os bilhetes custam entre 99 dólares de Hong Kong (o equivalente a 71 reais) a 399 dólares de Hong Kong (cerca de 287 reais), sendo as tarifas mais caras no andar superior.

Outros passeios

Passear na orla: Há lugares distantes dos néons em que Hong Kong parece um pequeno balneário. Um deles é Repulse Bay. Por lá existe uma espécie de jardim temático religioso multicolorido, com divindades taoístas, dragões de mosaico e uma ponte da longevidade. Cada vez que se cruza a ponte, são 3 dias a mais de vida. Ganhei uns 12. Os ônibus Bus 6, 6A, 6X, 66 e 260 levam até lá.

Perto dali, Stanley tem um calçadão delicioso para passear, com barzinhos em frente à orla servindo cerveja gelada e petiscos. Escolha um, peça a sua Tsingtao e aproveite um bem-vindo intervalo do agito de Hong Kong.

Prestar uma homenagem: Em Kowloon, a Avenue of the Stars é a calçada da fama cheia de artistas que não conhecemos, à beira do Victoria Harbour. Vá direto à estátua do Bruce Lee e faça a sua melhor pose junto do mais célebre astro de Hong Kong.

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