Quarta-feira, 19 de junho de 2024

Mais países da Europa confirmam casos da variante ômicron do coronavírus

Mais países europeus confirmaram neste domingo (28) terem registrado casos da variante ômicron do coronavírus, detectada há apenas poucos dias na África do Sul e que especialistas temem ser mais contagiosa que as demais.

As autoridades holandeses informaram terem identificado 13 viajantes procedentes da África do Sul contaminados com a nova variante. Os casos foram detectados entre os 61 passageiros de dois voos que haviam aterrissado em Amsterdã na sexta-feira (26) e haviam testado positivo para covid-19.

Especialistas acreditam que a variante já esteja circulando fora da África. O ministro da Saúde da França, Olivier Veran, disse que é provável que já esteja acontecendo contaminação comunitária no país com a ômicron.

Neste domingo, além da Holanda, a Dinamarca também confirmou casos da ômicron. Nos dias anteriores, a cepa já havia sido detectada em Alemanha, Israel, Bélgica e Austrália. Ao menos dez países têm infecções comprovadas da nova variante.

Um caso que chamou particular atenção foi o detectado na Bélgica: um viajante que passou por Egito e Turquia, e não esteve na África do Sul, o que sugere já estar acontecendo transmissão comunitária além da região sul da África.

Dezenas de países proibiram nos últimos dias a entrada de viajantes provenientes do sul da África, região onde a variante foi inicialmente detectada, entre eles o Brasil.

O surgimento da variante levou a renovadas críticas a países desenvolvidos, que não estariam se engajando suficientemente para a distribuição igualitária de vacinas. Segundo especialistas, uma população desprotegida como a do sul da África — em muitos países sequer médicos estão imunizados — serve de terreno fértil para o surgimento de cepas mais contagiosa.

A variante ômicron é a primeira desde a detecção da delta, há cerca de um ano, a ganhar da Organização Mundial da Saúde (OMS) o rótulo de “variante de preocupação”, sua categoria mais elevada.

A designação significa que a variante tem mutações que podem torná-la mais contagiosa ou mais virulenta, ou tornar as vacinas e outras medidas preventivas menos eficazes — embora nenhum desses efeitos ainda tenha sido oficialmente confirmado.

O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) alertou para o fato de a nova variante representar um risco de “alto a muito alto” para a Europa, com um potencial elevado de contágio em comparação com outras variantes, incluindo a delta.

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