Terça-feira, 11 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de agosto de 2026
Levantamento divulgado nessa segunda-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta em julho um preço médio de R$ 841,94 para a cesta básica em Porto Alegre. Apesar da queda de 5,36% em relação ao mês anterior, o custo foi o quinto maior dentre as capitais brasileiras, atrás de São Paulo, Cuiabá, Florianópolis e Rio de Janeiro.
Em relação a igual período do ano passado, a alta é de 1,39%. Já no acumulado desde janeiro foi verificada uma elevação de quase 7,4%.
A redução registrada no sétimo mês do ano (e o primeiro deste semestre) teve como destaque o preço médio do tomate, que ficou quase 38% menor ao consumidor, enquanto o valor pago pelo pela batata apresentou retração de 19,8%. Outros itens com barateamento em relação a junho foram o café, açúcar e arroz.
Já dentre os produtos que ficaram mais caros estão a banana, com alta de 5,03%, feijão preto com 4,41% e leite integral com 1,62%. Por outro lado, houve estabilidade no preço médio da carne bovina de primeira.
Outro dado tradicionalmente incluído na pesquisa se refere ao peso da cesta básica no salário-mínimo. Em julho, os trabalhadores gaúchos que recebem o piso nacional (R$ 1.621) tiveram que desembolsar 56% desse valor para adquirir o kit básico de alimentos – ou mais de 114 horas laborais.
Produtos contabilizados
Identificado pela sigla Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PCNBA), o levantamento contínuo do Dieese em parceria com a Conab abrange um conjunto de produtos alimentícios considerados essenciais. O estudo vem sendo realizado desde 1959, tendo como base os preços coletados para o cálculo do Índice de Custo de Vida (ICV).
Os itens básicos pesquisados foram definidos por um decreto de 1938, que regulamentou o salário-mínimo no Brasil e continua vigente. A determinação é de que a cesta seja composta por 13 produtos alimentícios e em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta.
A composição do “kit” e as quantidades de cada alimento são diferenciadas por região, de acordo com os hábitos alimentares locais. “Os dados permitem a todos os segmentos da sociedade conhecer, estudar e refletir sobre o valor da alimentação básica no País”, ressalta o site do Dieese. Confira, a seguir, os itens levados em consideração na capital gaúcha.
– Carne (bovina de primeira).
– Leite integral.
– Feijão.
– Arroz agulhinha.
– Farinha de trigo.
– Batata.
– Tomate.
– Pão francês.
– Café em pó.
– Banana.
– Açúcar refinado.
– Óleo de soja.
– Manteiga.
(Marcello Campos)