Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 15 de setembro de 2026
A Meta anunciou o lançamento no Brasil do seu novo pacotão de assinaturas para as versões pagas de Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. O Meta One tem preço inicial de R$ 7 por mês, mas pode chegar a R$ 2 mil em planos corporativos.
Testados em diferentes países, Instagram Plus, WhatsApp Plus e Facebook Plus agora passam a ficar sob o guarda-chuva do novo programa de assinaturas. As ferramentas poderão ser assinadas individualmente — WhatsApp Plus sai por R$ 7 mensais, enquanto os outros custam R$ 10 por mês — e darão acesso a recursos específicos de cada um dos apps.
No Instagram Plus, algumas das ferramentas são prioridade na entrega de Stories para seguidores, opção para manter Stories no ar por 48 horas, opção para fixar até seis publicações no perfil, dados sobre quantas vezes os Stories foram reassistidos e prévia de visualização de Stories sem a outra pessoa saber.
O Facebook Plus é muito parecido e traz opção para manter Stories no ar por 48 horas, prévia de visualização de Stories sem a outra pessoa saber, dados sobre quantas vezes os Stories foram reassistidos e busca de nomes específicos em visualizações de Stories.
No WhatsApp, os recursos incluem suporte para fixar até 20 conversas simultâneas no topo da tela de bate-papos, opções extras para alterar a cor e o visual do logotipo verde do WhatsApp e acesso a pacotes de figurinhas com movimento. Ao todo, os três serviços trazem mais de 50 recursos.
No entanto, a grande novidade da gigante foi criar um pacote de assinaturas, visando não apenas usuários comuns, mas também influenciadores e pequenas empresas. O plano Core, que custa R$ 32 por mês, junta as assinaturas dos três aplicativos e recursos como a capacidade de aplicar o editor de IA Restyle em mais Stories no Instagram, efeitos de voz e mais capacidade para gerar imagens e vídeos com o Meta AI. Já o pacote Premium, R$ 97 por mês, traz os mesmos recursos do Core com capacidades ampliadas.
Agendamento
A gigante também lançou pacotes mirando pequenas empresas e usuários profissionais. O Essencial (a partir de R$ 59 por mês) dará acesso ao Meta Business Agent para responder aos clientes — um agente de IA que ganhou força na Meta, mas que vem gerando insatisfação em algumas empresas que já lidam com atendimento. A assinatura também conta com selo de verificação, canal verificado no aplicativo WhatsApp Business e proteção contra falsificação de identidade.
Já o pacote Avançado (a partir de R$ 199 por mês) turbina o Instagram com agendamento de Stories com até 30 dias de antecedência, links em posts orgânicos e Reels, e dados mais profundos sobre o público. A conta pode ser compartilhada com outros funcionários sem compartilhamento de senha. Também dá acesso ao Meta Business Agent. A IA da Meta vai analisar uma variedade de fatores para recomendar o momento exato e mais propício para publicar o conteúdo, ajudando a atingir a audiência de forma mais eficiente sem precisar adivinhar o melhor horário.
Já os planos Expert (a partir de R$ 599 por mês) e Máximo (a partir de R$ 1.999 por mês) aumentam a escala de uso e são recomendados para operações maiores.
Propaganda continua
Com o tempo, usuários que pagam pelo selo azul do Meta Verified também serão integrados ao Meta One. Apesar disso, assinantes dos novos planos continuarão expostos a anúncios publicitários. Em chamada com jornalistas, Helen Ma, vice-presidente de assinaturas da Meta, afirmou:
“Os aplicativos principais da Meta sempre foram serviços gratuitos suportados por publicidade, e isso não vai mudar. Do ponto de vista de negócios, vemos as assinaturas como uma parte importante na construção de um fluxo de receita recorrente e duradouro ao lado dos anúncios.”
De fato, a Meta está pressionada para ampliar frentes de receitas para custear os investimentos em IA. Ela elevou sua projeção de gastos de capital do ano fiscal de 2026 para uma faixa entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões, dinheiro alocado para a construção de infraestrutura de IA. No segundo trimestre, a Meta registrou queda de 91% no fluxo de caixa livre, ficando com “apenas” US$ 784 milhões — um ano antes esse número era de US$ 8,55 bilhões.
Analistas estimam que a companhia de Mark Zuckerberg deve registrar, ainda neste ano, fluxo de caixa livre negativo pela primeira vez desde que abriu capital, em 2012. No segundo trimestre, a companhia registrou aumento de 55% nos custos e queda de 8% no lucro.