Sexta-feira, 07 de agosto de 2026

O senador Hamilton Mourão diz que “a principal ameaça estratégica hoje no país é o crime organizado”

O senador General Hamilton Mourão (Republicanos) disse ontem que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi vítima de uma grande injustiça, e o caminho para reparar esse erro passa pelas eleições: “Precisaremos eleger uma bancada comprometida no Senado para viabilizar um grande pacto da Nação, que corrija estas injustiças e restabeleça a normalidade institucional”.

O senador aponta ainda que, hoje, a principal ameaça estratégica que paira sobre o Brasil é o crime organizado. Segundo o senador, “o narcotráfico e o crime organizado dominam determinadas áreas do nosso país. E existem algumas áreas onde o Estado só entra combatendo”. Mourão visitou ontem a nova sede da Rede Pampa de Comunicação e foi recebido pelo seu presidente, Alexandre Gadret.

O senador projeta que a atuação do governo e da bancada gaúcha precisará cada vez mais reforçar a defesa do agronegócio e da infraestrutura do Estado. Segundo Mourão, nos episódios em que o Estado precisou da ajuda do Governo Federal, como foi o caso das enchentes, “o que se viu foi muita conversa, e as ações efetivas ficaram muito aquém do discurso”. Ele observa, no entanto, que, para os recursos existentes, “é preciso projetos, e uma alternativa será mediante consórcios dos municípios para viabilizarem o acesso a estes recursos”.

Ele destaca, porém, um ponto prioritário:

“A questão da dívida do Rio Grande do Sul, que passa pelo governo federal. Precisaremos chegar a uma negociação para melhorar o acordo vigente. Enquanto isso não for resolvido, os investimentos essenciais do Estado estarão comprometidos”, afirmou o senador.

Senador do PDT, vice-líder de Lula, usou dinheiro roubado dos aposentados para bancar mansão e fazendas, aponta PF

As investigações da Polícia Federal sobre o senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado no esquema da roubalheira aos aposentados do INSS, apontam as digitais do partido presidido por Carlos Lupi (afastado do Ministério da Previdência quando estourou o escândalo) na suposta estrutura de lavagem de dinheiro que envolve empresas, postos de combustíveis, imóveis, propriedades rurais, contas de familiares e até aeronaves privadas usadas para ocultar patrimônio e movimentar recursos.

A Polícia Federal avançou nas investigações e, na última terça (4), familiares e supostos sócios de Weverton, que é vice-líder do governo de Lula (PT), foram alvo de buscas e apreensões determinadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação teve origem na análise de celular atribuída ao senador.

Lula sanciona projeto de Paulo Pimenta que amplia acesso de hospitais filantrópicos a recursos do FGTS

O presidente Lula sancionou ontem o Projeto de Lei nº 2.465/2026, de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT), que prorroga até 2030 o prazo para utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito destinadas a hospitais filantrópicos, Santas Casas e instituições privadas sem fins lucrativos que prestam atendimento complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova lei estende até 2030 a possibilidade de financiamento com recursos do Fundo de Garantia para Santas Casas e entidades sem fins lucrativos conveniadas ao SUS, fortalecendo o atendimento em saúde e a reestruturação financeira do setor.

A medida garante a continuidade de uma importante fonte de financiamento para fortalecer a rede hospitalar e ampliar sua capacidade de atendimento à população.

Juliana e Zucco não comparecerão ao debate da Famurs entre candidatos ao Piratini nesta sexta-feira

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) promove nesta sexta-feira (6) um debate com os candidatos a governador do Estado no Recanto Maestro, em Restinga Sêca. Foram convidados os quatro nomes mais bem colocados nas pesquisas. No entanto, dois candidatos estarão ausentes: Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) não irão comparecer. O confronto será realizado com o vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o ex-prefeito Marcelo Maranata (PSDB). Conforme a assessoria da Famurs, Zucco “declinou” do convite, e Juliana informou que já tinha um “compromisso previamente agendado”.

STF vai decidir se a Lei Maria da Penha alcança casos sem vínculo doméstico

O Plenário do Supremo Tribunal Federal deve retomar o julgamento que definirá se a Lei Maria da Penha pode ser aplicada a casos de violência de gênero contra mulheres, mesmo quando não existe vínculo familiar, doméstico ou afetivo entre vítima e agressor.

O tema é analisado no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1.537.713, que teve repercussão geral reconhecida por unanimidade no Tema 1.412. Com isso, a tese que vier a ser fixada pela Corte deverá servir de parâmetro para todos os processos semelhantes em tramitação no Judiciário brasileiro.

O julgamento havia sido iniciado em maio deste ano, quando o Plenário ouviu as sustentações orais das partes e das entidades admitidas no processo como interessadas. Na ocasião, a análise foi suspensa e agora retorna à pauta do Supremo em uma semana simbólica, já que a lei completa 20 anos de vigência nesta sexta-feira (7).

A escolha da data para a conclusão do caso, segundo o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tem relação com a celebração das duas décadas da legislação, considerada um dos principais instrumentos de enfrentamento à violência contra a mulher no país. (Por Flavio Pereira – @flaviorrpereira)

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