Terça-feira, 11 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 11 de agosto de 2026
Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental do Colégio Farroupilha, de Porto Alegre, Gonçalo Franke Franco conquistou a medalha de bronze na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial (IOAI 2026), realizada em Astana, no Cazaquistão, e concluída no último sábado. Aos 15 anos, Gonçalo foi um dos quatro representantes brasileiros e um dos participantes mais jovens da competição, que reuniu 466 talentos de 108 países.
O desafio era responder seis questões sobre aprendizado de máquina, visão computacional, PNL e processamento multimodal. Os problemas exigiam a otimização de códigos e o desenvolvimento de soluções computacionais eficientes sob limites rigorosos de tempo e processamento, como identificar o ponto exato em que uma série de textos troca a escrita humana pela gerada por Inteligência Artificial.
A viagem foi resultado do ouro conquistado na Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA), para a qual Gonçalo começou a se preparar em fevereiro. “A competição exigiu a aplicação prática de conceitos de ciência de dados desenvolvidos ao longo de décadas. A estratégia de buscar soluções eficientes e funcionais foi fundamental para garantir os pontos no placar”, avalia Gonçalo sobre o nível de exigência da prova.
Cultura de incentivo e Clubes Olímpicos
A conquista no cenário internacional reflete a consolidação da cultura de incentivo a olimpíadas do conhecimento pelo Colégio Farroupilha. Por meio da área de Tecnologia Educacional, a instituição aposta em clubes olímpicos dedicados à preparação dos estudantes, estimulando o protagonismo acadêmico, o raciocínio lógico e a autonomia.
“Gonçalo é um aluno superaplicado e interessado nas aulas, clubes e olimpíadas, e já coleciona premiações em Matemática, Física, Astronomia e Tecnologia. Ficamos muito felizes por essa conquista internacional e vamos continuar trabalhando para que mais estudantes tenham esse tipo de oportunidade”, destaca o professor responsável pelo Laboratório Maker e Robótica Educacional da escola, Roger Pereira.
Roger confirma que, por conta da dedicação e preparação estruturada, o colégio tem colhido outros méritos de excelência, como equipes de robótica premiadas em eventos regionais e a conquista de bolsas de estudo com portfólios olímpicos.
Visão de futuro
Com um histórico de estudos que combina a base escolar, a participação em hackathons e a dedicação autodidata a linguagens de programação (como Python e C) e algoritmos de machine learning, Gonçalo já projeta os próximos passos. Além de manter o foco no aprofundamento técnico para as próximas competições acadêmicas, o jovem planeja aplicar o conhecimento no ecossistema empreendedor. “Meu objetivo é aplicar essa base técnica na criação de empresas e em soluções de negócios baseadas em IA”, projeta Gonçalo.
Sobre o Colégio Farroupilha
Fundado em 1886, o Colégio Farroupilha é uma das instituições mais tradicionais do Rio Grande do Sul e oferece formação da Educação Infantil ao Ensino Médio com foco na preparação de cidadãos éticos, competentes e globais, pautados por valores como excelência, disciplina e sustentabilidade. Em 140 anos, a escola sempre priorizou a inovação: foi pioneira em Porto Alegre ao criar turmas mistas (meninos e meninas), em 1929, e na integração de qualificações e preparação para exames com metodologia Cambridge inserida no currículo escolar, a partir de 2010. Em 2024, a escola foi a primeira no Rio Grande do Sul a inaugurar uma sala imersiva tridimensional de 360°. O Colégio Farroupilha tem 3,2 mil alunos e conta com mais de 500 educadores.