Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de agosto de 2026
Principal liderança religiosa que apoia Flávio Bolsonaro, Silas Malafaia criticou a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
“Flávio perdeu a oportunidade de colocar uma mulher como vice. Nenhum dos principais candidatos à Presidência têm uma mulher nesse posto. Ele colocaria um ponto final nessa conversa fiada de que é contra as mulheres. Sabemos que não é, mas ele calaria a boca de quem fala isso se escolhesse uma mulher nordestina, evangélica ou não evangélica. Na minha opinião, uma vice mulher agregaria muito mais. Digo isso com todo respeito e admiração que tenho pelo deputado Alfredo Gaspar, que fez um grande trabalho”, afirmou Malafaia à coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.
O pastor disse que sua opinião é focada na “estratégia” da campanha e voltou a tecer elogios à atuação de Gaspar como relator da CPMI do INSS.
Malafaia defendeu a deputada federal Priscila Costa (PL-CE) como melhor opção para uma chapa pura. A parlamentar foi o pivô da crise pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio. O atrito ocorreu por causa das divergências sobre alianças partidárias no Ceará. Michelle apoiava a candidatura de Priscila ao Senado, enquanto Flávio articulou acordos políticos locais que a deixaram fora da chapa principal e selaram uma aliança com Ciro Gomes, candidato ao governo do Estado.
“Acredito que a Priscila Costa iria agregar muito se fosse escolhida. É mulher, tem um trabalho espetacular, sabe falar e é nordestina. Essa é a minha opinião”, afirmou Malafaia.
Acusação
Alfredo Gaspar (PL-AL) é acusado de estupro de uma adolescente que teria ocorrido anos atrás. A relação não consensual teria resultado no nascimento de um filho do parlamentar com a menor de idade.
A acusação foi apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Usando a denúncia dos políticos, a Polícia Federal (PF) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o caso, já que Gaspar é deputado federal e possui foro especial.
O pedido da PF está parado no STF desde abril, quando o relator do caso na Corte, o ministro Gilmar Mendes, solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a solicitação de investigação.
A acusação contra Gaspar surgiu em meio à apresentação do relatório final da CPMI do INSS, comissão que investigou fraudes bilionárias em benefícios previdenciários, em março deste ano. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo, e do portal Brasil de Fato)