Sexta-feira, 04 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de setembro de 2026
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento de denúncias feitas por Daniel Vorcaro em depoimento a um juíz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (PF). A oitiva ocorreu na última quinta-feira (27) sem a presença da Polícia Federal (PF).
Em nota divulgada na quarta (2), o gabinete do ministro André Mendonça disse que Vorcaro prestou depoimento em caráter de urgência na semana passada, após um pedido dos advogados do ex-banqueiro.
Ainda de acordo com a nota do gabinete de Mendonça, a defesa de Vorcaro alegou “graves intimidações”.
O ex-dono do Banco Master teria dito ainda que a PF estaria com má vontade com a sua proposta de colaboração. O conteúdo do depoimento, entretanto, foi mantido em sigilo.
“Do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas”, diz a PGR.
Na manifestação, a PGR afirmou que a rejeição da delação premiada apresentada pela defesa de Vorcaro decorreu da avaliação de que as informações oferecidas não acrescentavam elementos novos à investigação em curso.
“O peticionante não logrou alterar a premissa fática que culminou na negativa anterior, não se vislumbrando qualquer sinalização de potencialidade probatória ou vício de vontade a justificar a renovação da proposta negociada”, acrescenta o texto da PGR.
Vorcaro apresentou duas propostas de delação premiada, ambas negadas pela PGR e também pela Polícia Federal (PF).
Na segunda negativa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que a proposta apresentada não demonstrava um comprometimento efetivo com a devolução dos valores envolvidos. O ressarcimento foi considerado um dos pontos centrais para que as tratativas pudessem avançar, diante da necessidade de estabelecer medidas concretas relacionadas à reparação dos prejuízos identificados no caso.
Na ocasião, a PGR também avaliou que os elementos apresentados não traziam informações inéditas em relação ao que já havia sido reunido na investigação. Segundo o entendimento adotado naquele momento, parte do material apresentado chegava, inclusive, a entrar em contradição com dados e informações que já constavam do conjunto de apurações conduzido pelas autoridades.
Vorcaro está preso em Brasília no âmbito das investigações sobre o Banco Master. A PF apontou indícios de que ele mantinha uma estrutura de monitoramento e intimidação de adversários, com risco de destruição de provas, continuidade da lavagem e interferência nas investigações. (Com informações do portal de notícias g1)