Terça-feira, 11 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de agosto de 2026
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre tem reforçado as orientações à população sobre como agir ao encontrar morcegos com comportamento anormal. De janeiro a julho, o Núcleo de Antropozoonoses da pasta realizou ao menos 233 coletas de quirópteros na cidade – em 11 o resultado deu positivo para raiva.
Os animais foram recolhidos nos bairros Rubem Berta, Belém Novo, Tristeza, Restinga, Santana, Higienópolis, São João, Menino Deus, Vila Nova, Azenha e Cidade Baixa. No ano passado, a doença foi confirmada em 11 das 347 coletas, número quase idêntico que o registrado em 2024 (dez positivos para 283 coletas).
Embora o número de casos tenha se mantido estável entre os dois anos, houve um aumento das ações de vigilância e monitoramento, com ampliação do número de animais analisados. “As ocorrências estiveram distribuídas por diferentes regiões da cidade, evidenciando a circulação do vírus em áreas distintas e reforçando a importância da vigilância permanente e medidas preventivas pela população”, ressalta a SMS.
Como agir
– Se um morcego estiver em sua casa e voar, é sinal de que está sadio. Nesse caso, abra janelas e apague as luzes. Isso deve fazer com que o animal voe para fora do ambiente.
– Já se o quirópetero (uma das mais de 1,4 mil espécies existentes no planeta) continuar na sua residência ou se for encontrado em via pública ou pátios, a recomendação é tentar conter sem tocá-lo. Outra opção é mantê-lo preso em um ambiente fechado. Nesse caso, faça contato com a Vigilância em Saúde da SMS para pedir o recolhimento.
– Os técnicos só recolhem morcegos que apresentam comportamento anormal e estejam desorientados, dentro de imóveis ou encontrados caídos no chão de pátios e vias públicas. A busca é realizada de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A equipe sempre faz contato antes de fazer a visita.
– Para solicitar o serviço, é necessário telefonar ou enviar mensagem para o whatsapp (51) 3289-2450. Fora do horário de funcionamento, a orientação é acionar o serviço 156. Já em casos de colônias de morcegos, empresas especializadas devem ser contratadas para desalojá-las.
– Em caso de mordedura, arranhadura ou lambedura em região lesionada, é necessário lavar a região com água e sabão, de modo abundante. Depois, dirigir-se a um posto de saúde, onde os profissionais avaliarão qual medida deve ser tomada – vacinação, aplicação de soro ou combinação de ambas.
– Quem tem cães ou gatos deve estar atento para evitar que eles sejam contaminados com o vírus da raiva. Se houver contato ou possibilidade de contato com um morcego, os “pets” devem ser vacinados novamente, com um protocolo pós-exposição, mesmo estando com a vacina em dia. Em casos de exposição, procure sempre orientação de um médico veterinário.
– Os morcegos são protegidos por legislações ambientais e de proteção à fauna, por serem fundamentais no equilíbrio ecológico de ecossistemas – ajudam, por exemplo, no controle de insetos como o Aedes aegypti (vetor da dengue). Também atuam na polinização de diversas espécies pertencentes à flora nativa.
(Marcello Campos)