Terça-feira, 18 de agosto de 2026

Dólar sobe 0,40% e fecha a R$ 5,22; Bolsa cai pelo 11º pregão seguido

O dólar fechou em alta de 0,40% nesta terça-feira (18), cotado a R$ 5,2216. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,27%, aos 166.335 pontos, e registrou a 11ª queda consecutiva.

Com o resultado, o dólar acumula alta de 0,04% na semana e de 3% no mês. No ano, a moeda norte-americana registra queda de 4,87%. O Ibovespa, por sua vez, acumula recuo de 0,36% na semana e de 6,55% em agosto. No acumulado de 2026, o índice ainda registra alta de 3,79%.

O mercado operou com cautela diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a colocar o petróleo no centro das atenções dos investidores. O principal negociador iraniano afirmou nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra as condições previstas em um acordo provisório. Entre as exigências estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, além da liberação de ativos congelados.

A possibilidade de interrupção prolongada do tráfego pelo Estreito de Ormuz elevou a preocupação com a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,17%, a US$ 91,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 0,52%, para US$ 84,94.

No exterior, investidores também acompanharam novos indicadores da economia dos Estados Unidos. Entre os dados analisados estavam a variação semanal de empregos do relatório ADP, além de números relacionados à indústria, construção e preços de exportação.

No Brasil, o mercado continuou atento ao cenário corporativo e político. O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, apresentado no domingo (16) à Justiça de São Paulo, aumentou a preocupação dos investidores com a situação financeira do varejo brasileiro.

O pedido envolve a própria companhia e outras nove empresas do grupo. A medida busca reorganizar as finanças, renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência e permitir a continuidade das atividades durante o processo de reestruturação financeira.

As ações da companhia também permaneceram no radar do mercado, em meio à saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira e às preocupações com o desempenho do setor de varejo.

O cenário político também influenciou os negócios. A possibilidade de avanço no Senado da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. A discussão ocorre em meio às avaliações do mercado sobre os impactos da medida sobre as empresas, o emprego e as contas públicas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Morre, aos 91 anos, a atriz gaúcha Glória Menezes
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play