Domingo, 19 de maio de 2024

Ministra da Saúde reconhece que faltou “acompanhamento mais próximo” dos hospitais federais

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reconheceu que houve falta de diálogo entre o ministério e os gestores dos hospitais federais do Rio de Janeiro no ano passado. Conforme o jornal O Globo, o ex-chefe do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) Alexandre Telles, responsável pelas seis unidades em mau funcionamento, coordenou em setembro uma nota técnica que identificou uma série de irregularidades na rede.

“Faltou diálogo com os diretores, faltou um acompanhamento mais próximo, e nós estamos num momento de rever tudo isso (…) para que esses hospitais ofereçam o serviço que a população precisa”, afirmou Trindade em entrevista à GloboNews nessa quarta-feira.

Telles foi exonerado na segunda-feira, 18, depois de uma série de notícias sobre precariedade nos hospitais. Segundo a ministra, a demissão aconteceu porque a pasta já “havia apontado pra ele pontos críticos na gestão” que não foram solucionados.

“Houve sim avanços em alguns pontos trabalhados junto ao secretário Helvécio Magalhães, como abertura de leitos em um dos hospitais. Houve outras ações para superar a crise, mas não foram suficientes”, completou Trindade.

A nota técnica do DGH de setembro alerta para “fragilidades e irregularidades no âmbito da contratação de serviços continuados” na rede, como: contratação de serviços com preços superiores aos praticados na administração pública ou no mercado, estabelecimento de preço restrito a algumas empresas e desclassificação de empresa detentora da melhor proposta sem justificativa técnica plausível.

Devido às irregularidades, na última semana o ministério criou um comitê para coordenar uma espécie de intervenção nas seis unidades, cujo o papel é, conforme a pasta, “promover o diálogo junto aos servidores, sindicatos, gestores e propor melhorias na governança”. Além da criação da equipe, a Saúde centralizou os processos de aquisição dos medicamentos, insumos e de contratação de obras dos hospitais no DGH.

O chefe do comitê seria o ex-secretário de Atenção Especializada à Saúde, Helvécio Magalhães. Contudo, ele foi exonerado após Telles, na segunda-feira, depois de ser citado na reportagem do Fantástico como um dos responsáveis por apadrinhamentos e nomeações sem critérios técnicos nas unidades de saúde, em casos que foram denunciados ao Ministério Público.

“Sua exoneração se deveu ao fato de que uma avaliação de um descuido nesse momento era algo de fragilizava muito o próprio comitê gestor e ações do Ministério da Saúde”, explicou a ministra.

A ministra negou que exista uma “limpeza” no ministério, mas afirmou que irá “fazer revisão cuidadosa” dos nomes nas direções dos seis hospitais federais:

“Se trata de garantir mais eficiência neste momento.”

Conforme o jornal O Globo, Trindade já escolheu a pessoa que irá ficar no lugar de Helvécio na Secretaria de Atenção Especializada. O nome deve ser anunciado em até 30 dias, assim como o titular efetivo do DGH.

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