Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de novembro de 2026
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, de 61 anos, afirmou ao portal Poder360 que considera que um eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) representaria um enfraquecimento da democracia e das próprias instituições brasileiras. Na avaliação do dirigente petista, iniciativas desse tipo podem comprometer a estabilidade institucional do País.
Edinho declarou que o PT é favorável à realização de uma reforma no Poder Judiciário, mas ressaltou que a defesa de mudanças no sistema não significa apoiar processos de impeachment contra magistrados da Suprema Corte. Segundo ele, é necessário reconhecer os problemas existentes e discutir medidas para aprimorar o funcionamento das instituições, sem que isso resulte no enfraquecimento da democracia.
“O que o PT não fará é aderir a iniciativas oportunistas que, sob o argumento de corrigir problemas, acabem fragilizando as instituições democráticas”, afirmou o presidente nacional da sigla. O parlamentar também destacou que a posição do partido envolve a necessidade de corrigir rumos e promover alterações consideradas importantes para o fortalecimento do sistema democrático brasileiro.
Na avaliação de Edinho, a defesa de uma reforma do Judiciário não deve ser confundida com uma reação contrária às decisões dos ministros do Supremo ou com o apoio a medidas que possam comprometer a atuação da Corte. Para ele, as mudanças precisam ser conduzidas por meio de propostas institucionais e de debates políticos.
O dirigente também lembrou que a reforma do Poder Judiciário está entre as prioridades estabelecidas pelo PT durante o 8º Congresso Nacional da legenda. Na ocasião, o partido aprovou ainda a realização de uma reforma política e eleitoral. Segundo Edinho, as propostas foram discutidas ao longo de 2025 e incorporadas às diretrizes partidárias por meio de uma decisão coletiva.
“É importante lembrar que, no 8º Congresso do PT, aprovamos como prioridades tanto a reforma política e eleitoral quanto a reforma do Poder Judiciário. Portanto, não se trata de uma posição oportunista ou de uma reação às circunstâncias atuais. É uma posição que foi construída ao longo de 2025 e consolidada democraticamente no Congresso do partido”, declarou.
O impeachment de ministros do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, é defendido por senadores de direita, que têm apresentado pedidos de afastamento de integrantes da Corte. O tema também tem provocado discussões no Senado Federal sobre os limites e os procedimentos para a abertura de processos contra magistrados do Supremo.
Em 1º de setembro de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a quantidade de pedidos de impeachment apresentados contra ministros do STF “não é normal”. Apesar da declaração, Alcolumbre não sinalizou intenção de dar andamento a um processo de afastamento enquanto estiver à frente da Presidência da Casa. (Com informações do portal Poder360)