Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Roraima recebe 16 blindados do Exército para reforçar segurança na fronteira com a Venezuela

Roraima recebeu 16 viaturas blindadas do Exército Brasileiro para reforçar a segurança na fronteira entre Brasil e Venezuela. O envio ocorre devido à tensão entre o país venezuelano e a Guiana pela região de Essequibo.

As viaturas percorreram 6 mil quilômetros da cidade de Cascavel, no Paraná, até Boa Vista, capital de Roraima. A viagem iniciou no dia 6 de dezembro e os veículos percorreram vias fluviais e terrestres para chegar até o estado.

Em dezembro, o Ministério da Defesa informou que havia deslocado blindados para reforçar a segurança em Pacaraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela. À época, o ministro da Defesa, José Múcio, disse que a operação já estava planejada para o combate ao garimpo na região, mas que as viaturas podem ajudar na segurança da região.

O ministro afirmou que o Brasil não permitirá o uso de território brasileiro para que a Venezuela invada a Guiana e chegou a avaliar a movimentação de Maduro para anexar parte do território da Guiana como uma manobra política devido à proximidade das eleições no país vizinho.

“Eles só chegarão à Guiana passando, se passassem, por território brasileiro. E nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, disse Múcio.

Os veículos são do modelo guaicuru, leve sobre rodas (VBMT-LSR) 4X4 LMV-BR, batizados assim em homenagem ao povo indígena do Centro-Oeste brasileiro. O conjunto de viaturas deve ser integrado 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado, uma nova unidade montada em resposta à atual “conjuntura geopolítica da fronteira norte”, segundo o Exército.

“A ação faz parte do Plano Estratégico do Exército e visa fortalecer a prontidão operacional e logística do Comando Militar da Amazônia. Tal iniciativa reafirma o comprometimento do Exército Brasileiro em garantir uma presença forte e eficiente na Região Amazônica”, disse.

Disputa por Essequibo

Em novembro do ano passado, o Ministério da Defesa anunciou que iria intensificar a segurança na região da fronteira, em Roraima, devido à escalada da disputa entre a Guiana e Venezuela pela região de Essequibo.

O assunto retomou para discussão dos países depois que o presidente da Venezuela Nicólas Maduro, realizou um referendo sobre a anexação de Essequibo, região maior que a Inglaterra e o estado do Ceará que corresponde à 70% do território guianês mas que a Venezuela alega ser sua historicamente.

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