Sábado, 01 de agosto de 2026

Cientistas americanos criam drones capazes de filmar tornados por dentro e coletar dados inéditos

Drones projetados para suportar condições extremas estão permitindo que cientistas dos Estados Unidos façam algo que até pouco tempo parecia impossível: filmar tornados por dentro. Equipados com câmeras e sensores meteorológicos, os equipamentos conseguem se aproximar – e, em alguns casos, penetrar – na circulação dessas tempestades para registrar imagens inéditas e coletar informações fundamentais sobre sua formação e evolução.

A iniciativa faz parte de projetos de pesquisa conduzidos pelo National Severe Storms Laboratory (NSSL), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), e por universidades americanas. O principal objetivo não é produzir imagens impressionantes, mas reunir dados que ajudem os pesquisadores a compreender melhor a dinâmica dos tornados e, futuramente, aumentar a precisão das previsões e dos alertas para a população.

Os drones são construídos especialmente para operar em ambientes hostis. Eles contam com estrutura reforçada, câmeras de alta resolução e sensores capazes de medir pressão atmosférica, temperatura, umidade e velocidade do vento durante o voo. Essas informações são transmitidas em tempo real e permitem analisar regiões da tempestade que, até hoje, eram praticamente inacessíveis para os cientistas.

A tecnologia representa uma mudança em relação ao trabalho tradicional dos chamados “caçadores de tempestades”, que observam os fenômenos a partir do solo ou de áreas próximas ao tornado. Com as aeronaves não tripuladas, os pesquisadores conseguem se aproximar muito mais da circulação sem colocar equipes em risco.

Os drones também integram campanhas científicas como a LIFT (Low-Level Internal Flows in Tornadoes), que reúne radares móveis, balões meteorológicos e sensores terrestres para investigar a estrutura interna dos tornados e de tempestades severas. O objetivo é responder questões que ainda desafiam a meteorologia, como os mecanismos que determinam a intensidade dos ventos e a formação desses fenômenos.

Além das missões durante as tempestades, aeronaves não tripuladas são utilizadas após a passagem dos tornados para mapear, em alta resolução, os rastros de destruição deixados pelos ventos. As imagens ajudam os pesquisadores a reconstruir o comportamento do fenômeno e relacionar os danos observados à intensidade da tempestade. (Com informações de O Globo)

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